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Oruam perde o cabelo vermelho e é tratado como “alta pericolusidade” em Bangu
Cantor responde em regime fechado a acusações de tentativa de homicídio e ligação ao tráfico
01/08/2025 10h06 Atualizada há 1 ano
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Oruam - Reprodução: Instagram/CNN

O rapper Oruam, nome artístico de Mauro Davi Nepomuceno dos Santos, precisou abandonar o visual com cabelos tingidos de vermelho ao ingressar no sistema prisional de Bangu, no Rio de Janeiro. De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), a remoção da coloração faz parte de um procedimento padrão aplicado a todos os internos. O cantor está detido em cela individual e cumpre pena em regime fechado, respondendo por tentativa de homicídio e associação ao tráfico de drogas.

Segundo informações do Portal Leo Dias, o artista é classificado como um preso de “alta periculosidade” após ser apontado como envolvido em um episódio violento ocorrido no dia 21 de julho. Na ocasião, uma equipe de policiais civis foi atacada com pedras ao tentar cumprir um mandado na residência de Oruam. Um dos agentes ficou ferido durante a ação.

A operação mirava um adolescente acusado de roubo de veículos, que seria segurança pessoal de Doca, conhecido como chefe do tráfico local. As autoridades alegam que o rapaz estava escondido na casa do cantor, usada como esconderijo para criminosos foragidos.

Além das acusações já mencionadas, o inquérito conduzido pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) também atribui a Oruam os crimes de tráfico de drogas, resistência com agravante, desacato, ameaça, lesão corporal e dano ao patrimônio. Por ordem judicial, o artista também deverá deixar o imóvel em que morava, localizado no bairro do Joá, Zona Oeste do Rio.

Defesa rebate versão do MP

Em nota enviada ao Portal Leo Dias, a defesa de Oruam classificou a nova denúncia por tentativa de homicídio, feita pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), como uma “manobra jurídica infundada”, construída com “provas frágeis e testemunhos subjetivos”.

Segundo os advogados do artista, ele já estava preso devido a outra acusação relacionada ao mesmo fato, e o novo pedido de prisão teria sido apresentado “de forma apressada”, justamente quando se discutia a revogação da prisão preventiva.

“Tal atitude reforça uma narrativa de persecução, claramente motivada por interesses midiáticos e não por aspectos concretos e técnicos. Cumpre destacar, com base nos depoimentos colhidos, que em nenhum momento a integridade física dos agentes foi efetivamente colocada em risco. Ao contrário, as ações dos policiais demonstraram prudência, inclusive ao optarem por se retirarem, com o objetivo de evitar uma escalada de violência e preservar a própria segurança e a dos demais presentes”, diz a nota da defesa.