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Bruna Biancardi acusa dono de mansão de espionagem com câmeras escondidas: 'Me vigiava dentro de casa'
A modelo acusa locador de mansão em Cotia de monitoramento clandestino e invasão de privacidade
06/08/2025 14h02 Atualizada há 1 ano
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Bruna Biancardi - Reprodução: Instagram

Bruna Biancardi recorreu à Justiça após descobrir que estava sendo vigiada dentro da casa onde morava, em Cotia, na região metropolitana de São Paulo. A mansão, que havia sido alugada, contava com câmeras internas que, segundo ela, funcionavam sem sua ciência ou consentimento — mesmo após ela ser assegurada de que o sistema seria desativado e as senhas, modificadas.

De acordo com informações do processo, o proprietário do imóvel teria admitido a existência de gravações com som e imagem, alegando que o conteúdo servia como “prova” de supostas infrações contratuais, como a presença de animais de estimação, algo proibido pelo contrato de locação. A polêmica veio à tona quando o locador questionou a permanência dos pets na residência, levantando suspeitas sobre como ele teria obtido tal informação.

A influenciadora relatou que só percebeu a vigilância clandestina após o dono do imóvel mencionar as imagens dos bichos. Em uma conversa revelada nos autos, ele afirma: “Na verdade, Bruna, meus áudios são das câmeras… já tive problemas, por isso fiz isso para segurança”. Em resposta, Bruna rebate: “Então você estava me vigiando… ainda bem que seu plano não deu certo, pois troquei todas”.

Além da invasão de privacidade, ela e sua equipe relataram abordagens constantes por parte do proprietário, que incluíam pedidos insistentes para tirar fotos com Neymar. Tais solicitações foram classificadas como inadequadas e completamente fora dos termos do contrato.

Diante dos acontecimentos, Bruna decidiu encerrar o contrato de locação e desocupou o imóvel. Agora, por meio de uma ação judicial, ela busca reaver R$ 139,6 mil pagos como caução e também solicita uma indenização de R$ 10 mil por danos morais, alegando violação à sua intimidade e condutas abusivas por parte do locador.

No processo, a modelo detalha que só se deu conta da vigilância não autorizada após o locador revelar, indiretamente, o conteúdo das imagens. Mesmo tendo prometido desativar o sistema, ele manteve o acesso às câmeras, fato que Bruna considera grave. Hoje, ela luta judicialmente para que seus direitos à privacidade e à segurança sejam reconhecidos e reparados.