A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou uma operação para investigar a atuação de influenciadores digitais em um suposto esquema de jogos ilegais, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Entre os alvos da investigação estão nomes conhecidos nas redes sociais, como Bia Miranda, Gato Preto, Buarque e Jenny Miranda.
Segundo informações do COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), os investigados movimentaram mais de R$ 4 bilhões em transações consideradas suspeitas. A principal ligação apontada pelas autoridades é a promoção do jogo ilegal conhecido como “Jogo do Tigrinho”, amplamente divulgado nas redes por esses influenciadores.
Ao todo, a operação tem 15 alvos, incluindo criadores de conteúdo com milhões de seguidores, que usavam suas plataformas para atrair o público com promessas enganosas de lucro fácil. Confira alguns dos nomes:
Bia Miranda – 5,2 milhões de seguidores; ex-A Fazenda
Gato Preto – ex de Bia Miranda, com mais de 600 mil seguidores
Buarque – pai do filho de Bia, com 2,8 milhões de seguidores
Jenny Miranda – mãe de Bia Miranda, 1,2 milhão de seguidores
Mau Mau – 3,4 milhões de seguidores
Paola e Paulina Ataíde – gêmeas com mais de 3 milhões de seguidores
Luiza Ferreira, Lorrany Rafael, Nayala Duarte, Vanessinha Freires, Tailane Garcia (esta última com 4,5 milhões no TikTok)
Além dos influenciadores, também é alvo da operação o empresário Sun Chunyang, sócio da empresa Sports-Bet, apontada como uma das plataformas envolvidas na suposta prática ilegal.
De acordo com os investigadores, os influenciadores ostentavam estilos de vida luxuosos incluindo viagens internacionais, carros de alto padrão e imóveis milionários sem comprovação de renda compatível.
As autoridades identificaram um padrão comum: os investigados promoviam o “Jogo do Tigrinho” com linguagem apelativa, indicando supostos ganhos fáceis e rápidos, sem alertar sobre os riscos ou a legalidade da plataforma. As postagens, segundo a polícia, têm caráter fraudulento e manipulador.
As investigações seguem em andamento, e os influenciadores podem responder por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, promoção de jogos ilegais e estelionato. A Polícia Civil também deve acionar as plataformas digitais para remoção de conteúdos considerados enganosos ou criminosos.