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Bia Miranda, Gato Preto e mais influenciadores são alvo de operação contra jogos ilegais e lavagem de dinheiro
Polícia Civil do RJ investiga esquema bilionário de divulgação do “Jogo do Tigrinho” e aponta movimentações financeiras suspeitas que somam R$ 4 bilhões
07/08/2025 10h35
Por: Natália Raquel
Gato Preto e Bia Miranda. Foto: Reprodução/Instagram

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou uma operação para investigar a atuação de influenciadores digitais em um suposto esquema de jogos ilegais, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Entre os alvos da investigação estão nomes conhecidos nas redes sociais, como Bia Miranda, Gato Preto, Buarque e Jenny Miranda.

Segundo informações do COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), os investigados movimentaram mais de R$ 4 bilhões em transações consideradas suspeitas. A principal ligação apontada pelas autoridades é a promoção do jogo ilegal conhecido como “Jogo do Tigrinho”, amplamente divulgado nas redes por esses influenciadores.

Quem são os investigados

Ao todo, a operação tem 15 alvos, incluindo criadores de conteúdo com milhões de seguidores, que usavam suas plataformas para atrair o público com promessas enganosas de lucro fácil. Confira alguns dos nomes:

Além dos influenciadores, também é alvo da operação o empresário Sun Chunyang, sócio da empresa Sports-Bet, apontada como uma das plataformas envolvidas na suposta prática ilegal.

Vida de luxo incompatível com a renda

De acordo com os investigadores, os influenciadores ostentavam estilos de vida luxuosos  incluindo viagens internacionais, carros de alto padrão e imóveis milionários  sem comprovação de renda compatível.

As autoridades identificaram um padrão comum: os investigados promoviam o “Jogo do Tigrinho” com linguagem apelativa, indicando supostos ganhos fáceis e rápidos, sem alertar sobre os riscos ou a legalidade da plataforma. As postagens, segundo a polícia, têm caráter fraudulento e manipulador.

As investigações seguem em andamento, e os influenciadores podem responder por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, promoção de jogos ilegais e estelionato. A Polícia Civil também deve acionar as plataformas digitais para remoção de conteúdos considerados enganosos ou criminosos.