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Outra vez? Mulher é agredida brutalmente em elevador de condomínio no Distrito Federal
Suposta vítima ficou internada cinco dias com fraturas no rosto e hematomas pelo corpo
08/08/2025 13h11
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: G1

Nessa última quinta-feira (7), um homem foi detido no Distrito Federal após ser flagrado por câmeras de segurança agredindo brutalmente a companheira dentro do elevador de um prédio em Guará II. O episódio chocante configura mais um caso de violência doméstica que ganhou repercussão.

As imagens mostram a mulher, de 34 anos, aguardando o elevador, quando foi surpreendida por Cleber Lúcio Borges, empresário de 55 anos do setor moveleiro. Assim que as portas se abriram, ele a recebeu com um golpe direto no rosto. Já dentro da cabine, a agressão continuou com tapas, socos e cotoveladas. A sequência violenta durou cerca de um minuto. Ao final, Cleber deixou o elevador, e a mulher, visivelmente ferida e caída no chão, tentou apertar o botão para mudar de andar.

Além das agressões, o empresário também foi autuado por posse irregular de armamento e munições. Durante o cumprimento de um mandado, a polícia apreendeu duas armas de fogo e diversas munições sem qualquer tipo de registro. Ele não possuía autorização legal nem porte para manter o material em sua residência.

Apesar de ter desembolsado R$ 25,9 mil de fiança, Cleber não foi solto. Isso porque, em razão do episódio de violência doméstica, a Justiça decretou prisão preventiva, impossibilitando sua libertação. O delegado Marcos Loures, responsável pela investigação, explicou ao jornal O Dia:

“Se não fosse o caso de violência doméstica, ele teria sido solto. Mas, como há decisão preventiva, a prisão foi mantida”.

A vítima, inicialmente, não procurou a delegacia nem solicitou medidas protetivas. No entanto, a Polícia Civil foi acionada após médicos de um hospital privado suspeitarem das lesões apresentadas — que indicavam agressões físicas. Ela permaneceu internada por cinco dias, com hematomas espalhados pelo corpo e fraturas no rosto. A mãe da vítima foi quem comunicou o caso às autoridades.

Segundo as apurações, não era a primeira vez que a mulher havia sido alvo de violência por parte do companheiro, embora nunca tenha formalizado denúncia anteriormente. O caso segue sob investigação.