Notícias Ele destruía provas!
Juiz afirma que Hytalo intimidava testemunhas e destruía provas
Decisão da Justiça da Paraíba cita tentativa de obstrução das investigações e aponta indícios de crimes contra crianças e adolescentes.
15/08/2025 11h31
Por: Natália Raquel
Hytalo Santos. Foto: Reprodução/Instagram

O influenciador digital Hytalo Santos e seu marido, Israel Nata Vicente, tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça da Paraíba por intimidação de testemunhas e destruição de provas. A decisão foi assinada pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da 2ª Vara de Bayeux.Segundo o magistrado, há indícios de que o casal tentou atrapalhar as investigações conduzidas pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).

Ambos apuram denúncias de exploração de menores em conteúdos produzidos para redes sociais.Na decisão, o juiz afirma que os autos indicam a prática de crimes como tráfico de pessoas, exploração sexual infantil, trabalho artístico irregular de menores e constrangimento de crianças e adolescentes.

Prisões ocorreram na Grande São Paulo

Hytalo e o companheiro foram presos na sexta-feira (15), em uma casa de alto padrão em Carapicuíba, na Grande São Paulo, durante operação conjunta com as polícias civis da Paraíba e de São Paulo, além da Polícia Rodoviária Federal e do Ciberlab, do Ministério da Justiça.Após serem localizados, os dois foram levados algemados à sede do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), em São Paulo. Imagens mostram o influenciador em silêncio, sendo escoltado por agentes da Polícia Civil.

Defesa contesta prisão e aguarda acesso à decisão

Em nota, os advogados de Hytalo informaram que ainda não tiveram acesso ao conteúdo completo da decisão e, por isso, não se manifestarão de forma detalhada. Afirmam também que o influenciador sempre esteve à disposição da Justiça e que medidas legais serão adotadas, incluindo possível pedido de habeas corpus.

Embora o caso tenha ganhado repercussão após vídeo do youtuber Felca, com mais de 4 milhões de inscritos, o MPPB afirma que a investigação começou ainda em 2024, baseada em denúncias de moradores e de indícios encontrados em vídeos publicados nas redes do influenciador.

O processo segue em sigilo judicial, mas outras medidas já foram adotadas, como busca e apreensão de equipamentos eletrônicos, bloqueio das redes sociais, desmonetização de conteúdos e proibição de contato com adolescentes citados nos autos.