Notícias Trégua na guerra?
Após ameaças dos EUA, Trump e Putin desembarcam no Alasca para discutir cessar-fogo na Ucrânia
Sob riscos de sanções, presidentes de EUA e Rússia se reúnem para debate sobre conflitos no leste europeu
15/08/2025 17h39
Por: Mateus Pereira
Reprodução | Fotos Públicas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (15) que a Rússia enfrentará consequências “economicamente severas” caso o presidente Vladimir Putin não negocie um cessar-fogo com a Ucrânia. A declaração foi feita antes de embarcar para o Alasca, onde os dois líderes participam de uma cúpula batizada de “Busca pela Paz”. O encontro, que começou às 11h no horário local (16h de Brasília), terá conversas individuais, um almoço bilateral e coletiva de imprensa.

Segundo matéria do Metrópoles, ao ser questionado por repórteres sobre o alcance das sanções, Trump disse: “Economicamente severas. Será muito severa. Não estou fazendo isso pela minha saúde. Não preciso disso. Gostaria de me concentrar no nosso país, mas estou fazendo isso para salvar muitas vidas”.

Segundo a agência russa Tass, a segurança estratégica global deve dominar a pauta, mas o Kremlin pediu cautela antes de tratar de um novo encontro. A ausência de representantes ucranianos gerou críticas do presidente Volodymyr Zelensky, que afirmou: “É impossível falar sobre a Ucrânia sem a Ucrânia”.

A escolha do Alasca tem valor simbólico: o território foi vendido pela Rússia aos EUA no século 19 e fica próximo ao território russo, distante do campo de batalha. Para Putin, a reunião já é uma vitória política, sinal de que o Ocidente não conseguiu isolá-lo. Já Trump tenta reforçar a imagem de “presidente da paz”, alternando críticas e elogios a Putin e Zelensky. Apesar de impor prazos para sanções contra Moscou e suspender temporariamente apoio militar a Kiev, recuou em várias ocasiões e classificou a cúpula como um “encontro de sondagem”.

Putin chega ao Alasca mantendo exigências que Kiev considera inaceitáveis: controle de todas as áreas ocupadas nas regiões de Donetsk, Luhansk, Zaporizhzhia e Kherson, com retirada das forças ucranianas. Desde maio, as negociações diretas entre Rússia e Ucrânia avançaram pouco. Nos três encontros anteriores, os únicos resultados foram trocas de prisioneiros e a devolução de corpos de soldados.