
A prisão de Hytalo Santos e seu marido, Israel Nata Vicente, segue rendendo novos desdobramamentos. O casal foi preso na última sexta-feira (15), sob acusações de exploração sexual de crianças e adolescentes e trabalho infantil. O caso recebeu maior apelo popular nos últimos dias, devido à denuncia em vídeo do youtuber Felca, onde ele apontou as problemáticas do conteúdo do influenciador, que envolvia menores de idade.
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O caso, porém, não é novo e já chamava atenção nas redes há alguns anos, o que abre brechas para internautas e profissionais da mídia levantarem questões sobre a atuação dos órgãos reguladores, como o Conselho Tutelar da Paraíba. A mansão de Hytalo Santos e o marido, local das grações dos vídeos, está localizada em João Pessoa, capital do estado.
Na última semana, após a procura de veículos de mídia, decorrente da repercussão do vídeo-denúncia feita por Felca, o Conselho Tutelar de Cajazeiras relatou enfrentar dificuldades para atuar no caso. De acordo com a conselheira Socorro Pires, a mãe de Kamyla - uma das adolescentes envolvidas - nunca se posicionou contra a participação da filha nos vídeos, ao contrário do pai e da família paterna. Ela acrescenta que o influenciador conta com suporte jurídico, o que acaba limitando a atuação do órgão.
Não tem como a gente fazer alguma coisa. A gente já notificou ele (Hytalo) no passado, agora não. Os pais todos autorizam, segundo informações que a gente tem. Os pais desses adolescentes todos autorizam esses jovens a ficar na casa dele.
Após isso, Felipeh Campos foi um dos comunicadores que utilizou suas redes para cobrar uma maior atuação de órgãos controladores locais, em vídeo publicado em sua conta no Instagram: "Qual é o problema para que a atuação aconteça de forma efetiva? A sociedade exige respostas", questionou. "Vai me dizer que o Conselho Tutelar de Cajazeiras só ficou sabendo disso agora, depois da 'delação' do Felca? [...] Tô achando muito estranho o Conselho Tutelar de Cajazeiras, onde tudo estava acontecendo 'nas barbas' (do órgão público), não estar conseguindo atuar no caso. Por qual motivo?"; continuou o jornalista.
Agora, em matéria do 'Fantástico' do último domingo (17), o Conselho Tutelar da Paraíba voltou a se pronunciar sobre os motivos que, segundo o órgão, inviabilizavam sua atuação sobre o caso anteriormente. A conselheira Nadyele Pereira (capa da matéria) falou ao programa da Globo e afirmou novamente que não houve denúncias anteriores dos pais desses jovens.
Nunca chegou até a sede do conselho nenhuma denúncia dos próprios pais, responsáveis dessas adolescências. Nós não conseguimos contato com os pais desses adolescentes.
O programa ainda alegou não ter conseguido contato com os responsáveis legais dos menores envolvidos. O caso segue "movediço e pantanoso", prometendo novos desdobramentos chocantes dentro dos próximos dias.
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