Em denúncia repercutida pelo Portal LeoDias, o influenciador digital Hytalo Santos foi acusado de ter levado uma menor de idade a um prostíbulo em São Paulo (SP), em 2020. Apesar do perfil semelhante, a matéria não revelou se a adolescente citada é Kamylinha Santos, jovem de 17 anos que tornou-se "figura carimbada" nos vídeos presentes nas redes do Influenciador. Hoje (18), ela apareceu em vídeo defendendo Hytalo.
A denúncia partiu da tia da menor em questão, que tinha 12 anos na época e hoje está diretamente associada ao caso. O influenciador foi preso preventivamente na última sexta-feira (15), no âmbito das investigações por tráfico humano e exploração sexual de crianças e adolescentes.
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De acordo com o documento, a parente levou o caso ao Conselho Tutelar de Cajazeiras (PB), que encaminhou um relatório ao Ministério Público. A menor acompanhava Hytalo desde os 10 anos de idade, atuava como dançarina em seus shows e chegou a viajar por diversas capitais do Nordeste antes de seguir com ele para São Paulo.
“Ela viajou para João Pessoa (passou um mês) depois foi para Recife, Natal e agora está em São Paulo numa casa de prostituição com Hítalo e outras mulheres, conforme vídeos em anexo”, descreve o relatório. A viagem teria acontecido com a autorização da mãe. Ainda segundo o documento: “A (mãe) foi notificada, mas ao comparecer ao CT (Conselho Tutelar), disse que permitiu e que podia encaminhar ao MP (Ministério Público]) pois não tem medo de justiça e que acha isso muito normal”.
O relatório também aponta que a mãe considerava o influenciador como um pai para a filha. Já o pai biológico, separado da genitora, se posicionava contra a relação da adolescente com Hytalo. O caso teve início a partir da exposição da menor em vídeos de danças e poses eróticas nas redes sociais do influenciador, quando ele foi notificado para retirar os conteúdos.
A denúncia resultou em reuniões no Ministério Público, em abril de 2021, com a presença de Hytalo, da menor e de seus pais, em encontros separados organizados pela equipe da Assistência Social de Cajazeiras.
Na primeira reunião, a mãe e a filha compareceram juntas. Segundo a genitora, o influenciador seria como uma figura paterna, responsável por ajudar a menina a superar a “tristeza e depressão” e um comportamento agressivo após conhecê-lo. A mãe reforçou ainda que não via problemas nos vídeos publicados pelo influenciador.
A adolescente, que chorou durante todo o depoimento, disse guardar mágoa do pai, acusado por ela de ter agredido fisicamente a mãe no passado, e afirmou manter uma boa relação com Hytalo, que a “protegeria com um pai”. O relatório também registra: “Ela nos repassou que seu pai já ameaçou o Sr. Hytalo em razão dos vídeos que este produzia com ela”.
Dias depois, a equipe ouviu o pai da jovem. Ele negou ter agredido a filha e afirmou que já havia reagido a uma agressão da ex-companheira. Também ressaltou não manter contato com a adolescente há mais de um ano e se disse contrário à relação da filha com o influenciador.