O empresário Renê da Silva Nogueira Junior confessou, em novo interrogatório nesta segunda-feira (18), que matou o gari Laudemir de Souza Fernandes em Belo Horizonte. Segundo a Polícia Civil, ele utilizou a pistola calibre .380 da esposa Ana Paula Balbino Nogueira, que é delegada, sem que ela soubesse. O crime ocorreu após uma discussão de trânsito, quando um caminhão de coleta de lixo obstruía parcialmente a passagem no bairro Vista Alegre, na capital mineira.
Até então, Renê negava envolvimento, mesmo com seu carro identificado nas câmeras de segurança da cena do crime. As investigações ganharam força quando imagens do prédio onde morava flagraram o empresário manuseando a arma pouco depois do assassinato. A confissão mudou completamente a linha de defesa, mas também trouxe novos desdobramentos, já que os advogados responsáveis pelo caso anunciaram a renúncia à defesa.
O episódio gerou grande repercussão em Belo Horizonte, tanto pela gravidade do crime quanto pelo fato de a arma ser registrada em nome da esposa de Renê, integrante da própria Polícia Civil. Segundo a corporação, ela não tinha conhecimento de que o marido havia levado o armamento. O gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, foi atingido nas costelas e morreu no local. Agora, a Justiça deve definir se o acusado responderá por homicídio qualificado, além da possível apropriação indevida da arma.
A saída dos advogados Leonardo Guimarães Salles, Leandro Guimarães Salles e Henrique Viana Pereira do caso, anunciada ontem, reforça o isolamento jurídico do empresário, que ainda não tem nova defesa formalizada. O inquérito segue em andamento, e Renê permanece preso preventivamente enquanto a investigação avança.