A capital paulista registra um aumento expressivo de pessoas vivendo nas ruas, chegando a 143.509 em março, de acordo com levantamento do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua.
O cenário, que já vinha se agravando, ganhou força após os impactos da pandemia e evidencia a dificuldade da gestão municipal em apresentar soluções efetivas para a questão.
O estudo revela que 84% dessa população é formada por homens, 81% sobrevivem com menos de R$ 108 mensais e mais da metade sequer concluiu o ensino fundamental.
Outro ponto crítico está na disparidade entre os números da prefeitura e os da pesquisa realizada pela UFMG, que variam entre 32 mil e 96 mil pessoas, mostrando o tamanho da crise. Além da ausência de moradia, essa parcela da população enfrenta problemas sérios de saúde física e mental, além de violência e preconceito, fatores que dificultam o acesso a políticas públicas e a chances de reinserção social.
Especialistas apontam que o poder público precisa adotar medidas mais eficazes e humanizadas para enfrentar a situação.
A prefeitura, por sua vez, contestou os dados, alegando que não retratam a realidade. Segundo a administração, os números do CadÚnico são autodeclaratórios e cumulativos, o que explicaria a discrepância.