O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) entrou com pedido na Justiça para que a delegada Ana Paula Lamego Balbino seja incluída como responsável solidária no processo que apura a morte do gari Laudemir de Souza Fagundes, de 44 anos, assassinado em Belo Horizonte. O órgão também solicitou o bloqueio de até R$ 3 milhões em bens do casal, com o objetivo de garantir uma futura indenização aos familiares da vítima.
Laudemir foi morto no dia 11 de agosto de 2025, durante uma discussão de trânsito com o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, marido da delegada. Renê sacou uma pistola calibre .380 e disparou contra o gari, que não resistiu aos ferimentos. A princípio, Renê negou ter feito os disparos, no entanto, diante das evidências e investigações, no interrogatório desta segunda-feira (18), o empresário acabou assumindo a autoria. O caso ganhou grande repercussão também pelo fato de que a arma e o carro usados no crime pertenciam à delegada.
De acordo com o promotor Guilherme de Sá Meneghi, o vínculo entre os bens da delegada e o assassinato justifica a inclusão dela no processo, já que a pistola utilizada era de sua propriedade. Renê afirmou ainda que a esposa não tinha conhecimento de que ele havia se apoderado da arma. O caso segue sob análise da Justiça, que deve decidir nos próximos dias sobre o bloqueio dos bens e a possível responsabilização da delegada.