A defesa do influenciador Hytalo Santos convocou uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (20) prometendo apresentar "provas inéditas" que comprovariam a inocência dele e de seu marido, Israel Natan Vicente, o Euro. Ambos estão presos por suspeita de tráfico humano e exploração sexual infantil. No entanto, ao final do evento, nenhuma prova concreta foi divulgada.
A coletiva, restrita a 30 profissionais da imprensa e com rígidas regras – como o envio prévio de perguntas com até nove horas de antecedência , gerou grande expectativa. Os advogados afirmaram que apresentariam evidências de que o casal estava em São Paulo apenas para férias, desmentindo a tese de que teriam fugido da Paraíba para evitar a prisão.
Segundo a defesa, os principais elementos seriam passagens e bilhetes de viagens que demonstrariam a intenção do casal de retornar ao estado de origem. No entanto, nenhuma documentação foi exibida à imprensa, nem detalhes como datas, destinos, ou reservas foram revelados.
"Estamos falando de uma viagem planejada, e não de fuga. As provas estão sendo reunidas, mas por estratégia jurídica, não podemos divulgá-las neste momento", alegou um dos advogados, evitando responder perguntas específicas sobre a viagem.
A Polícia Civil, no entanto, sustenta que Hytalo e Euro viajaram de carro da Paraíba para São Paulo e que foram monitorados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) até a prisão em uma mansão alugada em Carapicuíba, na última sexta-feira (15). Segundo os investigadores, eles chegaram ao local no dia anterior à prisão, o que reforçaria a tese de tentativa de ocultação.
A ausência de evidências concretas frustrou parte da imprensa e levantou questionamentos sobre a condução da defesa. Enquanto isso, o Ministério Público da Paraíba segue com a investigação sobre os conteúdos publicados por Hytalo nas redes sociais, em que menores de idade apareciam de forma sexualizada, fato que deu origem ao inquérito após denúncia feita pelo youtuber Felca.
O caso continua gerando grande repercussão nacional, especialmente após a divulgação de vídeos e o depoimento de Kamylinha, de 17 anos, considerada peça central na investigação.