Notícias Divo da lancheira
Influenciador desabafa ao ser chamado de 'herdeiro': “Fui submetido ao trabalho infantil”
Luiz Felipe relembrou trajetória difícil, negou herança e admitiu ser hoje “rico e cheio de privilégios”; confira
28/08/2025 14h37
Por: Mateus Pereira
Foto: Instagram | @euluizfelipealves

O influenciador Luiz Felipe Alves, conhecido como “moço das lancheiras” ou "divo das lancheiras", fez um desabafo forte nas redes sociais após ser chamado de “herdeiro” por internautas. Aos 31 anos, ele relembrou que foi criado por mãe solo, trabalhou desde os oito anos de idade e chegou a viver nas ruas depois de assumir sua orientação sexual.

Em relato aberto em sua conta no X (antigo Twitter), Luiz contou que já precisou tomar decisões difíceis para sobreviver e que só encontrou um rumo a partir do contato com o universo drag, quando se descobriu como maquiador e comunicador. “Hoje sou rico e cheio de privilégios? Sim, mas herdeiro nunca fui”, disparou.

O criador de conteúdo ganhou destaque ao mostrar as marmitas que prepara para o marido, Diógenes Renan, em dias de trabalho presencial. O cuidado com os pratos e o carisma renderam a ele milhões de visualizações, sempre embalados pela frase que virou marca registrada: “Hoje meu marido trabalha presencial, bora montar a lancheira dele comigo?”.

 
 
 
 
 
Ver essa foto no Instagram
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Uma publicação compartilhada por Luiz Felipe Alves (@euluizfelipealves)

Leia abaixo o desabafo completo do influenciador:

Acho muito engraçado quando dizem que sou herdeiro. Eu nasci em Porto Rico, uma cidadezinha com menos de 3 mil habitantes no noroeste do Paraná. Minha genitora foi mãe solo aos 19 anos. Durante a minha infância, trabalhava na roça; na minha adolescência atuou como diarista, tudo isso enquanto estava em um relacionamento com um homem viciado em crack e extremamente agressivo. Fui submetido ao trabalho infantil aos oito anos. Precisava trabalhar na roça, cuidar dos animais, entregar leite de carroça na cidade, vender sorvete e tantas outras coisas. A infância, no espaço em que cresci, foi marcada por abusos e muita violência, de todas as formas possíveis, sério, eu apanhei muito.

Aos 16, comecei a trabalhar como montador em uma fábrica de torneiras, a única da cidade. Com 17 fui para Santa Catarina com minha genitora, onde comecei a trabalhar com vendas e comércio. Foi também quando me assumi, e como resultado acabei sendo convidado a me retirar de casa. Muitas vezes fiquei em situação de rua, porque ela me expulsava e, em seguida, me chamava de volta. Ainda com 17 voltei para minha cidade, onde fui submetido a uma terapia religiosa para deixar de ser gay.

Aos 18 retornei para Santa Catarina e precisei começar minha vida do zero, sem nenhum suporte. Trabalhei em diversas áreas: fui vendedor, promotor de vendas, faxineiro, balconista de supermercado, auxiliar de cabeleireiro, atendente em loja de materiais de construção. Fiz muita coisa para sobreviver, inclusive escolhas erradas no início da vida adulta. Até após conhecer o universo drag, me encontrei como maquiador e comunicador. A verdadeira mudança na minha vida só começou a acontecer aos 25 anos. Hoje sou rico e cheio de privilégios? Sim, mas herdeiro nunca fui.