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Terremoto de magnitude 6,0 atinge Afeganistão e deixa mais de 800 mortos
Epicentro foi registrado em região montanhosa entre Kunar e Nangarhar, próxima à fronteira com o Paquistão; ONU e Talibã mobilizam esforços de resgate
01/09/2025 09h30
Por: Natália Raquel
Foto: Conta oficial da Organização Internacional para as Migrações no Afeganistão no X/EFE

Um terremoto de magnitude 6,0 atingiu o leste do Afeganistão na madrugada desta segunda-feira, 1º, e deixou ao menos 812 mortos e mais de 2,8 mil feridos. O epicentro foi registrado entre as províncias de Kunar e Nangarhar, na fronteira com o Paquistão, a cerca de 200 quilômetros de Cabul.

Segundo o Ministério da Saúde, os números podem aumentar, já que várias áreas seguem isoladas. O porta-voz da pasta, Sharafat Zaman, afirmou que equipes ainda não conseguiram chegar a todos os vilarejos afetados e pediu ajuda internacional.

Casas de barro e pedra desabaram em povoados montanhosos, destruindo vilarejos inteiros. Estradas foram bloqueadas por deslizamentos e helicópteros têm sido usados para resgatar vítimas. Moradores se juntaram aos socorristas na busca por desaparecidos sob os escombros.

🚨 TRAGEDIA EN AFGANISTÁN 🚨

Un terremoto de magnitud 6.0 arrasó el este del país, cerca de la frontera con Pakistán.

⚠️ Más de 800 muertos
⚠️ Al menos 2,500 heridos
⚠️ Aldeas enteras reducidas a escombros
👉 Hospitales colapsados, rescates desesperados y ayuda internacional en… pic.twitter.com/lIv723Bhf8

— Decko. (@Frankzm) September 1, 2025

 

A ONU informou que mobilizou agências para atuar em quatro províncias. O governo talibã declarou que todos os recursos disponíveis estão sendo empregados para salvar vidas.

Após o tremor principal, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) registrou cinco abalos secundários, entre 4,3 e 5,2 de magnitude. Por ter ocorrido a apenas 8 km de profundidade, o terremoto causou maior destruição.

O Afeganistão está situado sobre a cordilheira Hindu Kush, área de encontro de placas tectônicas que o torna propenso a tremores. No ano passado, abalos no oeste do país mataram mais de mil pessoas.