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Considerado o 'maior estelionatário do país', homem preso no RJ criou curso de como dar golpes
Golpista teria causado prejuízos para pessoas dos Estados de Goiás, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul
01/09/2025 13h51 Atualizada há 1 ano
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
André Roger Vieira, o maior estelionatário do país - Reprodução: Facebook

A Polícia Civil do Rio de Janeiro efetuou a prisão, no último dia 20, de um indivíduo considerado "um dos maiores estelionatários do País". Condenado a 50 anos de reclusão, André Roger Vieira, de 36 anos, ia além dos golpes e chegou a oferecer cursos para quem quisesse se aprofundar na prática do estelionato, conforme informações do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE).

Vieira foi capturado em uma cobertura no bairro Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, por agentes da 17ª DP (São Cristóvão), 126ª DP (Cabo Frio) e da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter).

As investigações apontam que ele teria causado prejuízos milionários, afetando centenas de pessoas e empresas nos estados de Goiás, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os policiais cumpriram um mandado decorrente de sentença condenatória e outros oito mandados de prisão preventiva pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro, furto e organização criminosa.

Modus Operandi e Ampliação dos Golpes

A polícia informou que, em 2020, Vieira criou uma companhia chamada KingPhone, por meio da qual vendia celulares de marcas e modelos de alto padrão. Ele prometia a entrega dos aparelhos em 30 dias, após o pagamento de 30% do valor de mercado. No entanto, os dispositivos nunca chegavam aos consumidores.

Além disso, o criminoso diversificou suas atividades e passou a atuar no setor de joalherias, usando o mesmo esquema da empresa de telefonia.

Após causar grandes prejuízos a milhares de pessoas no Sul do país, André expandiu suas operações para Goiás, onde se tornou responsável por dezenas de fraudes contra empresas de locação de veículos.

Após passar por uma audiência de custódia dois dias depois de sua detenção, o acusado continua preso, à disposição da Justiça. A Polícia Civil aconselha que possíveis vítimas registrem ocorrência para auxiliar as investigações.