O policial penal José Rodrigo da Silva Ferrarini, preso por balear o entregador Valério de Souza Júnior na última sexta-feira (29), em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio, já havia sido condenado por agressão à ex-mulher e responde a processo por uso de veículo clonado. As informações foram confirmadas pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).
Segundo a pasta, Ferrarini acumula dois Processos Administrativos Disciplinares (PADs). Em 2016, foi acusado de lesão corporal contra a ex-companheira, condenado em 2018 a três anos e dez meses de prisão em regime aberto. Como réu primário e com pena inferior a quatro anos, obteve benefício da suspensão condicional. Na esfera administrativa, recebeu punição de 20 dias de suspensão.
Outro PAD foi instaurado em janeiro de 2025, quando foi flagrado pela Polícia Rodoviária Federal dirigindo um carro clonado na Rodovia Presidente Dutra, em Duque de Caxias. Ele foi autuado por receptação e liberado após pagar fiança de R$ 11 mil. A nova sindicância aberta pela Seap investiga o disparo contra o entregador Valério Júnior, que se recusou a subir até o apartamento para entregar o pedido.
A secretaria classificou a conduta como “abominante” e determinou a suspensão preventiva do servidor por 90 dias, válida após eventual liberação da prisão. Ferrarini é policial penal há 14 anos e recebe salário de cerca de R$ 10 mil, segundo o Portal da Transparência do governo do Rio.