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Bolsonaro pode ir para a prisão hoje? Saiba como funciona a sentença
STF inicia julgamento de Bolsonaro por trama golpista nesta terça (2); ex-presidente segue em prisão domiciliar
02/09/2025 13h09
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Jair Bolsonaro - Reprodução: Alan Santos/PR

Nesta terça-feira (2), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) dá início ao processo criminal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete pessoas, todos acusados de fazerem parte do núcleo central de uma suposta tentativa de golpe de Estado entre 2022 e 2023. No entanto, o veredito, mesmo que condenatório, não resultará na prisão imediata de Bolsonaro.

Caso seja considerado culpado pela Primeira Turma, o ex-presidente poderá recorrer da decisão. Segundo especialistas, ele tem a opção de apresentar embargos de declaração, que questionam aspectos específicos do parecer, e, se o placar do julgamento for apertado, pode até mesmo entrar com embargos infringentes, levando o caso para o Plenário completo do Supremo.

Na prática, uma eventual sentença somente é executada após o chamado trânsito em julgado, que acontece quando todas as vias de recurso se esgotam.

O ex-presidente já está em prisão domiciliar desde 4 de agosto, uma medida imposta por outra decisão da Corte. O risco imediato que ele corre é de perder o benefício de cumprir a pena em casa caso descumpra as medidas cautelares determinadas pelo tribunal.

Entre as determinações, estão o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de se comunicar com outros investigados.

Se for expedida uma ordem de prisão fora de sua residência, Bolsonaro não será enviado a um presídio comum. A pena seria cumprida em uma cela especial, em local a ser definido pelas autoridades competentes.

O julgamento no STF

O processo judicial está programado para acontecer em cinco sessões, nas seguintes datas: 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro.

Além de Bolsonaro, os réus são:

  • Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil e da Defesa)

  • Augusto Heleno (ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional - GSI)

  • Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa)

  • Anderson Torres (ex-ministro da Justiça)

  • Alexandre Ramagem (deputado federal pelo PL-RJ e ex-diretor da Abin)

  • Almir Garnier (ex-comandante da Marinha)

  • Mauro Cid (tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro)

Todos enfrentam acusações por cinco crimes: organização criminosa armada, golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.