Viralizou Quem são?
Prostitutas do “PCC fake”: Mulheres extorquiram 250 homens no Distrito Federal
Trio é investigado por se passar por garotas de programa e extorquir clientes com ameaças da facção criminosa; prejuízo causado chega a R$ 15 milhões
02/09/2025 13h56
Por: Mateus Pereira
Reprodução | Internet

Três mulheres investigadas por participação em organização criminosa e extorsão contra homens que buscavam serviços sexuais na internet são Victoria Fagundes Braga, Evelyn Cardoso Pereira e Jovelice Gonçalves Santos. Segundo o jornalista Carlos Carone, do Metrópoles, o trio se passava por garotas de programa e é acusado de extorquir clientes, usando a suposta participação da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) para intimidar as vítimas. As três estão foragidas.

A Operação Black Widow, deflagrada pela 18ª Delegacia de Polícia de Brazlândia, cumpriu nesta terça-feira (2/9) 10 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão em Montes Claros (MG). Até o momento, sete pessoas foram presas.

Segundo a Polícia Civil, nos últimos cinco anos, o grupo fez cerca de 250 vítimas apenas no Distrito Federal, causando prejuízo estimado em R$ 1 milhão. Somente em 2025, foram registradas 80 vítimas, com aproximadamente R$ 300 mil transferidos aos criminosos. No total, o esquema teria causado mais de R$ 15 milhões em prejuízos em todo o país, atuando ainda em estados como Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Piauí.

O golpe começava quando a vítima acessava sites de acompanhantes ou de relacionamentos, sendo abordada por um criminoso que se passava por prestadora de serviço. O grupo aplicava ataques de phishing para obter informações confidenciais, como nomes de familiares, endereços e locais de trabalho.

Com esses dados, os criminosos intensificavam a intimidação, começando com cobranças por suposto “tempo de acompanhante” e evoluindo para exigências de pagamentos em nome de facções criminosas, com ameaças diretas à integridade física da vítima e de seus familiares.

Reprodução | Metrópoles