No início do julgamento sobre a suposta trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (2), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu em sua residência no Jardim Botânico, em Brasília, a visita de dois filhos: Jair Renan, vereador em Balneário Camboriú (SC), e Carlos, vereador do Rio de Janeiro. Eles passaram a manhã acompanhando o pai, que cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto.
As visitas familiares não exigem autorização prévia, mas o ministro Alexandre de Moraes estabeleceu regras específicas, incluindo a proibição de uso de celulares e gravações em vídeo. Eduardo Bolsonaro é a única exceção e não pode se comunicar com o pai, por estar investigado por tentativa de coação no mesmo processo.
Bolsonaro decidiu não estar presente pessoalmente na sessão da Primeira Turma do STF. De acordo com seu advogado de defesa, Celso Villardi, ele gostaria de participar, mas por questões de saúde não foi possível.
Enquanto isso, apoiadores se concentraram em frente ao condomínio do ex-presidente em Brasília, protestando contra o julgamento e pedindo anistia aos envolvidos nos atos do dia 8 de Janeiro. Durante o ato, uma apoiadora conduziu uma oração em defesa de Bolsonaro. Na noite anterior da segunda-feira (1°), Carlos e Jair Renan também participaram de uma vigília em apoio ao pai.