União Brasil e Progressistas (PP) anunciaram nesta terça-feira, 2, a decisão de deixar a base do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As cúpulas dos dois partidos definiram que filiados que ocupam postos na Esplanada devem entregar os cargos no prazo de até 30 dias.
A medida atinge diretamente os ministros André Fufuca (Esporte) e Celso Sabino (Turismo), ambos deputados licenciados. Caso não apresentem a renúncia dentro do prazo, correm o risco de serem desligados das legendas.
O movimento foi articulado em reunião dos presidentes Antônio de Rueda (União Brasil) e Ciro Nogueira (PP), com a participação de Valdemar Costa Neto (PL). Os dirigentes afirmam que a saída busca “coerência política” após a criação da federação partidária entre União Brasil e PP.
🚨URGENTE - União Brasil e PP acabam de anunciar a saída do governo Lula e afirmam que todos os membros do partido devem renunciar os cargos no governo
— SPACE LIBERDADE  (@NewsLiberdade) September 2, 2025
“Essa decisão representa um gesto de clareza e de coerência! É isso que o povo brasileiro exige dos seus representantes” pic.twitter.com/B0lqBCXoIK
A decisão ocorre no mesmo período em que o Supremo Tribunal Federal julga Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus pela tentativa de golpe em 2022. Nos bastidores, líderes das duas siglas avaliam que o rompimento fortalece a pressão pela aprovação do projeto de anistia a envolvidos nos atos de 8 de Janeiro.
Algumas indicações, como a de Waldez Góes (Integração Nacional) e Carlos Vieira (presidente da Caixa), não devem ser atingidas, já que foram resultado de negociações conduzidas por aliados de peso, como o senador Davi Alcolumbre (União-AP) e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).