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Advogado alega que ministro da Defesa atuou para 'demover' Bolsonaro da ideia de golpe
A defesa de Paulo Sérgio Nogueira adotou a estratégia de colocá-lo como conselheiro do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)
03/09/2025 14h10 Atualizada há 1 ano
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
O advogado Andrew Fernandes Farias representa o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, que esteve no cargo em 2022 - Reprodução: Rosinei Coutinho/STF

O advogado Andrew Fernandes Farias adotou uma estratégia de defesa para seu cliente, o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira, afirmando que ele teria tentado "demover" o ex-presidente Jair Bolsonaro de suas inclinações golpistas. Farias foi o terceiro a apresentar sua defesa neste segundo dia de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a suposta trama para um golpe de Estado.

Em sua argumentação, o defensor do general traçou a trajetória de vida do ex-ministro, ressaltando sua suposta conduta honesta desde a infância até se tornar chefe da pasta da Defesa. Segundo a sustentação, o momento mais crucial dessa jornada teria sido quando Nogueira precisou agir para dissuadir Bolsonaro de atentar contra o regime democrático.

"A vida estava lhe forjando e aperfeiçoando e aprimorando para um momento decisivo da história nacional. Ele [general Paulo Sérgio] assessorou o presidente da República de que nada poderia ser feito sobre o resultado das eleições. Ele se posicionou totalmente contrário a qualquer medida de exceção", defendeu o advogado.

Farias acrescentou que o assunto "roubava a paz" do ex-ministro da Defesa e ex-comandante do Exército brasileiro. "O general Paulo Sergio atuou para demover o presidente de incursionar, de caminhar qualquer medida de exceção", reforçou.

O julgamento, que chegou ao seu segundo dia, deve ter um veredicto definido pelos cinco ministros da Primeira Turma do STF — Alexandre de Moraes (relator), Cristiano Zanin (presidente), Cármen Lúcia, Flávio Dino e Luiz Fux — até a próxima semana, na sexta-feira, dia 12.

Além do ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira e do ex-presidente Bolsonaro, são réus no processo: Alexandre Ramagem (deputado federal e ex-diretor da Abin), Almir Garnier Santos (almirante e ex-comandante da Marinha), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Augusto Heleno (general e ex-ministro do GSI), Mauro Cid (tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro) e Walter Braga Netto (general e ex-ministro da Casa Civil e da Defesa).