O líder do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), comunicou que a discussão sobre a anistia em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro só avançará na Casa Legislativa após a decisão final do Supremo Tribunal Federal (STF). A legenda parte do pressuposto de que o ex-mandatário será condenado.
Cavalcante mencionou que, embora ainda não tenha ocorrido a reunião agendada com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), houve troca de comunicações com o parlamentar, indicando uma abertura para negociações futuras. Ele reiterou que "Anistia somente depois da condenação", sinalizando a estratégia do partido de aguardar o desfecho da ação judicial.
Essa manifestação do deputado evidencia a expectativa de um desfecho desfavorável para o círculo político de Bolsonaro após o veredito do STF.
O pastor Silas Malafaia, um dos principais aliados do ex-presidente, também se manifestou sobre o assunto. Após organizar eventos públicos em diversas cidades brasileiras em apoio a Bolsonaro, Malafaia declarou que as consequências serão eminentemente políticas. "O efeito não recai sobre o Supremo Tribunal Federal. Incide sobre aqueles que representam o povo: os deputados e senadores", pontuou.
Malafaia dirigiu críticas à base de apoio do governo, que estaria trabalhando para inviabilizar a proposta de anistia. "Isso demonstra o desespero do Partido dos Trabalhadores (PT) e de hipócritas, que carecem de moral e caráter. Acusando indivíduos que cometeram roubos a bancos e que aspiravam a um golpe de Estado, agora, por pura animosidade e desejo de vingança, recusam-se a conceder anistia", criticou.