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Flávio Bolsonaro celebra voto de Fux e acusa Moraes de “perseguição política”
Senador disse que ministro “desmonta a narrativa de Moraes” ao votar pela anulação do processo da trama golpista
10/09/2025 12h20
Por: Natália Raquel
Foto:Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usou as redes sociais nesta quarta-feira (10) para comemorar o voto do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento da chamada trama golpista. Segundo o parlamentar, Fux “desmonta a narrativa de Alexandre de Moraes” e “expõe perseguição política” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados.

Durante a sessão, Fux defendeu a anulação do processo e declarou a “incompetência absoluta” do STF para julgar os réus, por não possuírem prerrogativa de foro. O ministro afirmou ainda que, caso o julgamento permaneça na Corte, deveria ser analisado pelo plenário, e não pela Primeira Turma.

“Os réus não têm prerrogativa de foro, porque não exercem função prevista na Constituição. Se ainda estão sendo processados em cargos por prerrogativa, a competência é do plenário do STF. Impõe-se o deslocamento do feito para o órgão maior da Corte”, disse Fux.

Bolsonaro não teve acesso a todas as provas, não teve tempo hábil e foi julgado na instância errada e sem respeito ao devido processo legal!
Isso não é Justiça! Bolsonaro é inocente!#SomosTodosBolsonaro pic.twitter.com/krMQwRKym2

— Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) September 10, 2025

 

Flávio Bolsonaro destacou também a crítica feita pelo ministro quanto ao tempo concedido às defesas para analisar provas. Em publicações, o senador afirmou que o voto reforça a tese de cerceamento da defesa e questionou a condução do processo pelo relator, Alexandre de Moraes.

Repercussão entre aliados

A manifestação de Fux foi recebida com entusiasmo pela base bolsonarista. Pastores, parlamentares e influenciadores, como Silas Malafaia, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Nikolas Ferreira (PL-MG), também celebraram nas redes sociais.

O julgamento, retomado nesta semana, deve ser concluído até sexta-feira (12). Alexandre de Moraes e Flávio Dino já votaram pela condenação de Bolsonaro e outros sete acusados. Ainda faltam os votos das ministras Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.