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Tensão política: Maduro mobiliza militares e milícias para 'frentes de batalha' na Venezuela
A ação ocorre após ataques no Caribe e reforça a postura defensiva do país
11/09/2025 12h35
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Nicolás Maduro em Caracas 1/9/2025 - Reprodução: REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria

O líder venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou, na manhã desta quinta-feira (11), um plano para estabelecer defesas militares, policiais e cívicas em 284 pontos estratégicos do país, uma clara demonstração de força em meio à crescente tensão com os Estados Unidos. Essa iniciativa surge em um contexto de intensificação da presença militar americana no Caribe, justificada pela administração Trump como um esforço antidrogas, e do envio de 10 caças F-35 para Porto Rico.

Recentemente, uma operação militar dos EUA no Caribe resultou na morte de 11 pessoas e no afundamento de uma embarcação venezuelana. O presidente Trump alegou que o barco transportava narcóticos ilegais, contudo, poucas informações foram divulgadas sobre o incidente, mesmo diante de questionamentos de congressistas americanos.

Maduro, que acusa as Forças Armadas dos EUA de tentarem depô-lo e cujo governo aponta o vídeo de Trump sobre o ataque como manipulação de inteligência artificial, não especificou o número de efetivos envolvidos na nova mobilização. Anteriormente, seu governo já havia comunicado a adição de 25.000 militares na fronteira com a Colômbia, uma área conhecida pelo tráfico de entorpecentes.

"Estamos preparados para um confronto armado, caso se faça necessário", declarou Maduro, em transmissão pela TV estatal a partir de Ciudad Caribia, na costa central, acompanhado de seu Ministro da Defesa. Ele assegurou que "ao longo de toda a costa venezuelana, da fronteira com a Colômbia até o extremo leste, do norte ao sul e de leste a oeste, contamos com uma preparação integral das forças oficiais".

No mês anterior, os Estados Unidos elevaram para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à captura de Maduro, citando acusações de narcotráfico e vínculos com organizações criminosas. Maduro, por sua vez, sempre refutou tais alegações, e seu governo sustenta que a Venezuela não é um produtor de drogas.