Notícias 11 de setembro
Entenda como ‘câncer do 11 de setembro’ já faz mais vítimas do que os atentados em Nova York
Doenças ligadas à exposição à fumaça tóxica superam número de vítimas fatais do ataque de 2001
11/09/2025 13h03
Por: Natália Raquel
Ataque ao World Trade Center em Nova York em 11 de setembro de 2001.Foto: Seth Mcallister / AFP

Um dos capítulos mais trágicos da história dos Estados Unidos, os atentados de 11 de setembro de 2001, deixaram quase 3 mil mortos após a ação de terroristas da Al-Qaeda, que sequestraram aviões e os lançaram contra as Torres Gêmeas, em Nova York, e o Pentágono, em Washington. Mas, passadas mais de duas décadas, o legado da tragédia se estende em forma de um inimigo silencioso: o chamado “câncer do 11 de Setembro”.

A expressão se refere a centenas de tipos de doenças crônicas e cânceres que atingem sobreviventes, bombeiros, policiais e moradores da região de Manhattan, expostos à fumaça tóxica liberada com a queda das torres. Estima-se que a nuvem de poeira liberou mais de 2.500 contaminantes, entre metais pesados, asbestos e compostos químicos nocivos.

Segundo dados oficiais, o número de pessoas que desenvolveram doenças fatais relacionadas à exposição já supera o total de vítimas diretas do atentado. Para médicos e especialistas, esse é um dos maiores desafios de saúde pública deixados pelo ataque.

Em resposta, o governo americano criou programas de assistência médica a sobreviventes e socorristas, como o World Trade Center Health Program, que garante acompanhamento vitalício a milhares de pessoas. Ainda assim, novas vítimas são registradas ano a ano, reforçando a dimensão duradoura da tragédia.

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