O ativista conservador Charlie Kirk, falecido na última quarta-feira (10) após ser atingido por um disparo durante um evento na Universidade Utah Valley, havia, cerca de quatro meses antes, defendido que o presidente americano Donald Trump aplicasse tarifas e, caso fosse indispensável, "sanções ao Brasil".
Em 27 de março deste ano, Kirk manifestou sua insatisfação com a aceitação da denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela tentativa de golpe de Estado. Em seu programa, The Charlie Kirk Show, ele classificou a ação do STF como um "golpe judicial". Na ocasião, Kirk declarou: "O Departamento de Estado dos EUA, Marco Rubio e o presidente Trump deveriam impor tarifas e, se necessário, sanções ao Brasil por esse tipo de comportamento imprudente e imoral."
A relação entre Kirk e Trump se fortaleceu consideravelmente após a vitória do republicano. Kirk esteve presente na cerimônia de posse de Trump em janeiro e se tornou uma figura frequente na Casa Branca. No início do ano, ele acompanhou o filho de Trump, Donald Trump Jr., em uma viagem à Groenlândia, período em que o presidente americano expressou o desejo de adquirir ou ocupar o território dinamarquês.
Charlie Kirk, um notório apoiador do presidente Donald Trump, foi vítima de um atentado a tiros durante um evento em uma universidade americana. Kirk, de 31 anos, não resistiu aos ferimentos e faleceu no hospital, para onde foi levado por sua equipe de segurança após ser alvejado.
O evento na Universidade de Utah Valley marcou o início de uma série de palestras organizadas pelo Turning Point USA, onde Kirk debateria com estudantes. Frequentemente, suas plataformas digitais e seu podcast diário apresentavam discussões com jovens sobre temas como identidade transgênero, mudanças climáticas, fé e valores familiares.