O Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, deve ser o destino provável do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado por maioria do Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão. O local é conhecido por ter recebido outros nomes de peso da política nacional, como José Dirceu e José Genoino, após o escândalo do mensalão.
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Antes de se tornar o maior presídio da capital federal, a Papuda funcionava como uma fazenda de criação de gado leiteiro, com 7 mil alqueires de extensão. Em 1869, era avaliada em 700 mil réis e dividida entre os herdeiros José Campos Meireles e Josué da Costa Meireles. O nome surgiu a partir de uma moradora que sofria de bócio, popularmente chamado de “papo”, condição erradicada no Brasil após a adição obrigatória de iodo ao sal.
Inaugurado em 16 de janeiro de 1979, com apenas 10 guardas e capacidade inicial para 240 presos, o complexo hoje reúne quatro unidades prisionais. Apesar da estrutura de segurança máxima, com scanners corporais e detectores de metais, a superlotação é um problema histórico: a capacidade atual é para 5.300 detentos, mas a população carcerária já ultrapassa 12 mil.
As unidades que compõem o presídio são: o Centro de Detenção Provisória (CDP), para presos provisórios; o Centro de Internamento e Reeducação (CIR), voltado ao regime semiaberto; e as Penitenciárias I e II, destinadas a presos em regime fechado. A Penitenciária I é a que possui os sistemas de vigilância mais reforçados.
A trajetória da Papuda também é marcada por episódios violentos. Em 17 de agosto de 2000, uma rebelião no Núcleo de Custódia terminou com 11 mortos, após a execução do traficante Ananias Eliziário da Silva. O massacre foi protagonizado por cerca de 200 presos armados com facas artesanais e colchões incendiados.
No ano seguinte, em 18 de outubro de 2001, outro motim mobilizou 400 detentos e durou 28 horas. O saldo foi de dois mortos e 11 feridos, entre presos e policiais, além da tomada de três agentes penitenciários como reféns. As reivindicações iam de transferências a melhores condições carcerárias.
Atualmente, o presídio segue como referência máxima do sistema penitenciário do Distrito Federal e pode se tornar, em breve, o destino do ex-presidente Jair Bolsonaro. Confira abaixo algumas imagens do local: