Na última sexta-feira (12), Melina Fachin, filha do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e professora e diretora da Faculdade de Direito da UFPR, sofreu um ataque verbal e físico em plena universidade. De acordo com seu esposo, o advogado Marcos Gonçalves, um indivíduo não identificado cuspiu e proferiu insultos contra ela, chamando-a de "lixo comunista".
Gonçalves manifestou sua indignação em nota publicada nas redes sociais, atribuindo a agressão à disseminação de um discurso de ódio proveniente de setores radicalizados da extrema-direita. Ele declarou que "esta violência é fruto da irresponsabilidade e da vilania de todos aqueles que se alinharam com o discurso de ódio propalado desde o esgoto do radicalismo de extrema direita, que pretende eliminar tudo que lhe é distinto".
O incidente ocorre em um contexto de tensões políticas, após a Primeira Turma do STF, integrada pelos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux, ter sentenciado o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de reclusão, por sua liderança em um plano de golpe de Estado após as eleições presidenciais de 2022.