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Sindicato vê assassinato de ex-delegado como afronta à segurança pública Brasil
Ruy Ferraz Fontes, de 63 anos, foi executado a tiros em Praia Grande; ele comandou a Polícia Civil de São Paulo entre 2019 e 2022
16/09/2025 09h06
Por: Natália Raquel
Ex-delegado-geral da Polícia Civil Ruy Ferraz Fontes. Foto: Reprodução/Polícia Civil

O ex-delegado-geral da Polícia Civil Ruy Ferraz Fontes foi morto a tiros de fuzil na noite de segunda-feira, 15, em Praia Grande, no litoral paulista. Ele tinha 63 anos e, atualmente aposentado, exercia o cargo de secretário de Administração da Prefeitura da cidade. O veículo usado pelos criminosos foi incendiado após a fuga.

O Sindicato dos Delegados de Polícia de São Paulo classificou a execução como “grande afronta às forças de segurança”. Em nota, afirmou receber a notícia com “perplexidade e indignação” e defendeu maior valorização da instituição. A entidade alertou que o enfraquecimento da Polícia Civil abre espaço para o fortalecimento do crime organizado.

Fontes ingressou na corporação em 1988 e lecionou na Academia de Polícia. Chefiou a Polícia Civil entre 2019 e 2022, período em que intensificou o combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC). O delegado já havia recebido ameaças de morte da facção.

O sindicato afirmou que a morte não pode ficar sem resposta. “O homicídio, da forma como ocorreu, afronta as forças de segurança, a máquina pública e o Estado de São Paulo, não podendo permanecer impune, sob pena de descrédito do sistema de segurança”, declarou.

O secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, lamentou a morte e anunciou a criação de uma força-tarefa para identificar e prender os responsáveis, com prioridade determinada pelo governador Tarcísio de Freitas (PL). O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) também deve participar das investigações.