Notícias Morto em emboscada
Polícia de SP interroga familiares de suspeito pela morte do delegado Ruy Ferraz Fontes
Mãe e irmão de um investigado prestaram depoimento; caso reacende debate sobre proteção de ex-autoridades
17/09/2025 10h11
Por: Mateus Pereira Fonte: Bacci Notícias
Foto: Divulgação

A Polícia Civil de São Paulo ouviu, nesta quarta-feira (17), a mãe e o irmão de um dos suspeitos do assassinato do delegado Ruy Ferraz Fontes, executado em uma emboscada em Praia Grande. Os dois prestaram depoimento no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), na capital paulista.

Além disso, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em endereços da capital e da Grande São Paulo. Dois suspeitos de participação no crime já foram identificados, e a polícia solicitou a prisão deles.

Segundo o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, um dos carros usados na execução não chegou a ser incendiado, o que permitiu à Polícia Técnico-Científica coletar material que pode ajudar na identificação.

A execução reacendeu o debate sobre a segurança de ex-autoridades que atuaram contra o crime organizado. No momento do ataque, Ruy estava sozinho, sem carro blindado e sem escolta, mesmo relatando em entrevista recente que seguia recebendo ameaças do PCC desde os anos 2000.

De acordo com a SSP, ex-delegados-gerais podem solicitar escolta após deixarem o cargo, mas não houve pedido nesse caso. O governador Tarcísio de Freitas afirmou que o governo estuda mudanças na legislação para conceder proteção automática a autoridades que enfrentaram o crime organizado.

Não aceitaremos afrontas ao Estado, e nenhum crime ficará impune. Uma força-tarefa foi montada e trabalha intensamente para levar os assassinos do delegado Ruy Ferraz à Justiça. Até o momento, dois criminosos já foram identificados, e chegaremos a todos os que participaram. Não… pic.twitter.com/sw9CLaInXE

— Tarcísio Gomes de Freitas (@tarcisiogdf) September 17, 2025