Reservistas e cidadãos voluntários, incluindo mulheres, da Venezuela, estão sendo convocados para uma sessão de treinamento de uso de armamentos com o objetivo de “defender o país”. A ação, segundo o presidente Nicolás Maduro, é uma resposta à suposta ameaça dos Estados Unidos.
Os exercícios, que envolvem centenas de pessoas, são coordenados pela Guarda de Honra Presidencial e pela Milícia Nacional Bolivariana, um grupo de apoio às Forças Armadas. Essas atividades fazem parte da “Operação Independência 200” e estão acontecendo em mais de 300 instalações militares em todo o território nacional.
Ángel Bejerano, membro da Milícia Nacional Bolivariana, ressaltou que o treinamento cívico-militar busca fortalecer o conhecimento sobre a defesa da nação.
O governo venezuelano afirma que essa mobilização é uma reação ao crescimento da presença militar norte-americana na região do Caribe. Recentemente, Caracas denunciou que um navio de guerra dos EUA teria detido uma embarcação pesqueira venezuelana por oito horas. Washington, por sua vez, mantém que suas operações na área têm como meta o combate ao narcotráfico.