O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou no último domingo (21) que não haverá Estado da Palestina. A declaração foi direcionada a líderes do Reino Unido, Austrália e Canadá, que reconheceram recentemente a soberania palestina.
Tenho uma mensagem clara para os líderes que reconheceram um Estado palestino após o horrível massacre de 7 de outubro: vocês estão dando uma enorme recompensa ao terrorismo. Isso não vai acontecer. Nenhum Estado palestino será estabelecido a oeste do rio Jordão.
Netanyahu prometeu ainda ampliar os assentamentos judaicos na Cisjordânia ocupada, medida que inviabilizaria a criação de um Estado palestino: “Durante anos, impedi a criação desse Estado terrorista, apesar da enorme pressão, tanto nacional quanto internacional."
O Ministério das Relações Exteriores de Israel classificou a declaração dos países ocidentais como “unilateral” e afirmou que ela desestabiliza a região, prejudicando a solução pacífica do conflito.
O reconhecimento da Palestina pelo Reino Unido, Canadá e Austrália representa mudança na postura de aliados tradicionais de Israel. O presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, celebrou os gestos como passo importante para uma paz justa e duradoura.
Uma reunião convocada pela França e Arábia Saudita, com a presença do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrerá nesta segunda-feira (22) na ONU para discutir a solução de dois Estados.
Enquanto isso, a ofensiva militar israelense em Gaza continua, com o objetivo declarado de combater o Hamas. Desde o início da guerra, em outubro de 2023, mais de 65 mil palestinos e 1.200 israelenses morreram, em sua maioria civis, segundo dados oficiais e da ONU.