O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou o debate geral da 80ª Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira (23), em Nova York, enfatizando a importância de regulamentar as mídias sociais. Ele declarou: "regular não é restringir a liberdade de expressão, é garantir que o que já é ilegal no mundo real seja tratado assim também no mundo virtual".
O chefe de Estado ainda mencionou que as objeções à regulamentação das plataformas digitais servem para "encobrir interesses escusos". Nesse contexto, ele destacou a atuação do parlamento brasileiro na discussão do assunto e a aprovação do texto sobre a "adultização".
A fala de Lula aconteceu no auge da maior crise diplomática entre o Brasil e os Estados Unidos nas últimas décadas. Na véspera, o governo de Donald Trump impôs novas sanções a cidadãos brasileiros, incluindo a revogação do visto do advogado-geral da União, Jorge Messias, e a inclusão de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, na Lei Magnitsky. Como resultado, os bens de Viviane e de empresas ligadas a ela nos EUA foram bloqueados.
O episódio das sanções é uma retaliação norte-americana à condenação de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, e ocorre em meio à imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, intensificando a tensão entre os países.