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Carla Zambelli 'se livra' de indiciamento da PF por suposta tentativa de coagir ministros do STF
Deputada federal não teria adotado medidas concretas para atrapalhar ação penal; relatório da Polícia Federal será analisado pela PGR
24/09/2025 14h19
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Carla Zambelli - Reprodução: UOL

A Polícia Federal concluiu que a deputada federal, Carla Zambelli (PL-SP), não exerceu coerção contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) nem interferiu na tramitação de seu processo judicial enquanto estava na Itália, o que a livrou de indiciamento por esses atos.

Conforme o relatório enviado ao ministro Alexandre de Moraes, mesmo que Zambelli tenha manifestado o intuito de obstruir o processo, não foram encontradas evidências de que ela tenha executado ações concretas para tal.

“Embora a intenção de frustrar a aplicação da lei penal tenha sido verbalizada, o comportamento de Carla Zambelli, salvo melhor juízo, não ultrapassou o campo da retórica, inexistindo prova de efetivo êxito na adoção de expedientes, contatos, articulações ou providências aptas a comprometer o regular andamento de ação penal”, declara o documento da PF.

O relatório foi remetido por Moraes à Procuradoria-Geral da República (PGR), que possui um prazo de 15 dias para se posicionar sobre a possibilidade de uma denúncia. O inquérito contra a parlamentar teve início em junho, a pedido do ministro, e incluiu a análise de dados financeiros detalhados de transações por PIX, além de depoimentos escritos da deputada, que estava fora do Brasil.

Zambelli está detida na Itália, aguardando uma decisão sobre sua eventual extradição para cumprir pena no Brasil. A perda de seu mandato na Câmara dos Deputados também está sob avaliação.

O caso de Zambelli está ligado à sua sentença de 10 anos de reclusão, proferida pelo STF, por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Foi por esse crime que ela deixou o país recentemente, resultando na decretação de sua prisão preventiva.