Luiz Henrique Santini, conhecido como “Profeta Henrique Santini”, foi preso nesta quarta-feira (24) acusado de enganar fiéis de sua igreja e liderar um esquema de arrecadação milionário, que misturava orações, marketing digital e promessas de milagres.
Segundo informações oficiais, Santini atua como pastor desde os 19 anos e atualmente está à frente da Igreja Casa dos Milagres, localizada em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Nas redes sociais, o falso profeta conquistou notoriedade, acumulando mais de 1 milhão de seguidores no Instagram e inscritos em seu canal no YouTube. Ele realiza lives de orações três vezes por dia, estratégia que reforçava sua imagem de líder religioso e mantinha os fiéis engajados, segundo investigação.
Operação Blasfêmia
A Operação Blasfêmia revelou que a imagem pública construída ao longo dos anos como pastor e impulsionada por marketing digital contrastava com a prática de fraudes. Luiz Henrique Santini é apontado como líder de um esquema que arrecadou milhões de reais de fiéis em todo o Brasil, ao todo 23 pessoas foram denunciadas por diversos crimes como: estelionato, charlatanismo, curandeirismo, associação criminosa, falsa identidade, crime contra a economia popular, corrupção de menores e lavagem de dinheiro.
"Pelo apurado, o que realmente motivava o grupo criminoso não era atendimento religioso, mas a exploração financeira da fé, sem nenhum escrúpulo. A atuação de líderes religiosos na arrecadação de dízimos e ofertas é permitida dentro do princípio da liberdade religiosa, garantida pela Constituição Federal. No entanto, quando essa arrecadação ocorre por meio de fraude, ultrapassa o campo da fé, sendo considerando conduta criminosa", destacou o delegado Luiz Henrique Pereira, da 76ª DP Centro de Niterói.