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Após rejeição da PEC da Blindagem, Eduardo Bolsonaro critica senadores e governadores: “Serviçais de tiranos”
Parlamentar afirma que membros da CCJ e governadores “são serviçais de tiranos” e acusa Judiciário de aplicar “regime de exceção”
25/09/2025 12h34
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Eduardo Bolsonaro - Reprodução: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Após a rejeição unânime da PEC da Blindagem pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na última quarta-feira (24), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) fez duras críticas a senadores e governadores.

Em uma postagem na rede social X, o congressista declarou que os senadores "são reféns de desinformação e engodo" e que mantiveram "os poderes ilimitados da burocracia não eleita, por puro medo politiqueiro". Ele também atacou os governadores, chamando-os de "serviçais complacentes dos tiranos" por impedirem a implementação de garantias mínimas contra o que ele definiu como "regime de exceção".

A proposta, que já havia sido aprovada pela Câmara, buscava exigir uma autorização do Legislativo — por meio de voto secreto — para iniciar investigações judiciais contra parlamentares, além de expandir o foro privilegiado para presidentes de partidos. Mesmo integrantes do Partido Liberal (PL) na comissão, como Carlos Portinho, Jorge Seif, Magno Malta e Rogério Marinho, votaram contra o texto.

Governadores de direita que se posicionaram de forma contrária à PEC incluem Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), que disse que a proposta "nasceu para ser um remédio e se transformou em outra coisa", Romeu Zema (Novo-MG), que afirmou que "a PEC foi criada para cobrir coisas erradas", e Ratinho Junior (PSD-PR) e Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), que a descreveram como um "convite para o crime organizado entrar no Congresso".

A matéria foi analisada em conjunto com o pedido de urgência para aprovação do PL da Anistia, contando com o apoio de partidos do chamado "centrão". A iniciativa, segundo Eduardo e seus aliados, surgiu de descontentamentos com a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) em casos que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro, recentemente condenado por tentativa de golpe de Estado.

Eduardo Bolsonaro afirmou que a proposta tinha o propósito de "criar mecanismos de proteção contra o regime de exceção implementado por um Judiciário corrupto e aparelhado" e que "só vai para cadeia parlamentar que ousa pensar diferente dos dogmas da extrema esquerda no poder".

Desde o início do ano, o deputado está nos Estados Unidos, trabalhando ao lado do comentarista político Paulo Figueiredo. Juntos, eles tentam persuadir o governo de Donald Trump, especialmente através do Departamento de Estado, a impor sanções contra o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Com o término de sua licença parlamentar, Eduardo tem acumulado faltas sem justificativa, foi impedido de assumir a liderança da minoria na Câmara e enfrenta um processo no Conselho de Ética. Na segunda-feira (22), a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou uma denúncia ao STF contra ele e Figueiredo por coação durante processo judicial, devido às suas ações nos EUA.