Andressa Urach segue enfrentando uma longa e tensa batalha judicial contra a Igreja Universal. O caso, que já se arrasta há três anos, acaba de ganhar uma nova e importante reviravolta. A coluna de Fábia Oliveira descobriu, com exclusividade, que no último dia 1º a juíza responsável pela ação deu novas diretrizes que poderão influenciar o desfecho dessa disputa.
Em 2021, Andressa moveu a ação para reaver cerca de R$ 2,5 milhões que afirma ter doado à Universal durante o período em que se dedicou à instituição, alegando que as doações comprometeram seu patrimônio e sua própria sobrevivência. Na decisão recente, a juíza declarou que Andressa precisará comprovar o montante doado e apresentar evidências de quanto patrimônio possuía antes de ingressar na igreja e o que restou após seu rompimento com a instituição. Urach alega que chegou a ficar em “condição famélica” depois de doar praticamente tudo o que tinha, situação que o tribunal está considerando para avaliar a ação.
A Universal, por sua vez, solicitou que a Editora Planeta, responsável pela publicação do livro Morri para Viver, informe os valores que Andressa recebeu com a obra, que detalha desde sua vida como profissional do sexo até sua conversão religiosa. Esse pedido foi concedido pela Justiça e poderá ser utilizado no caso, visto que Urach monetizou seu relato sobre a jornada de fé e redenção pela qual passou.