Nesta segunda-feira (29), o ex-presidente Jair Bolsonaro receberá o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, na capital federal. A expectativa é grande, sobretudo entre os principais nomes do Centrão, que anseiam por uma confirmação de apoio de Bolsonaro à possível postulação de Tarcísio ao cargo máximo do país.
Contudo, o caminho não se apresenta simples. Se o governador optar por disputar o Palácio do Planalto, ele terá de abandonar sua função executiva no estado em março e encarar a força crescente da estrutura de poder do presidente Lula, cujos índices de popularidade têm apresentado melhoria notável. Adicionalmente, o chefe do Executivo paulista precisará administrar o relacionamento com Eduardo Bolsonaro, que demonstra ter ambições por uma candidatura própria.
Por trás dessa dinâmica, a família Bolsonaro e seus círculos próximos mantêm uma certa cautela em relação a Tarcísio. Há críticas de que ele "fala muito" e "cumpre pouco", o que reflete a insatisfação com a baixa presença de quadros ligados ao bolsonarismo no governo estadual. Apesar de ter vencido a eleição com o suporte de Bolsonaro, Tarcísio tem privilegiado parcerias com o Partido Social Democrático (PSD) e o Progressistas (PP), gerando desconfiança entre seus ex-aliados.