Notícias Caso Ruy Ferraz
Polícia mata suspeito de assassinar o ex-delegado Ruy Ferraz no Paraná
Umberto Alberto Gomes, de 39 anos, foi identificado por digitais e morreu em confronto com equipe do Deic
30/09/2025 12h25
Por: Natália Raquel
Suspeito de assassinar o ex-delegado Ruy FerrazFoto: Divulgação

Um homem apontado como suspeito de participar do assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, foi morto em Curitiba, no Paraná. Segundo a polícia, Umberto Alberto Gomes, de 39 anos, entrou em confronto com agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) durante uma operação de busca.

As digitais de Umberto haviam sido encontradas em um imóvel em Mongaguá, no litoral paulista, que teria servido de base para a quadrilha antes do crime. Ele era considerado um dos possíveis atiradores. A Justiça havia decretado sua prisão temporária, mas ele estava foragido.

Umberto tinha passagens por roubo e organização criminosa. Com a morte dele, sobe para oito o número de investigados pelo crime, dos quais quatro já foram presos. Outros três continuam foragidos.

Entre os detidos estão Luiz Henrique Santos Batista, conhecido como Fofão, apontado pela polícia como responsável por dar carona na fuga de um dos criminosos, e Rafael Marcell Dias Simões, o Jaguar, que se entregou em São Vicente. Também foram presas Dahesly Oliveira Pires, suspeita de buscar um dos fuzis usados no crime, e Willian Silva Marques, dono de um imóvel de onde teria saído uma das armas.

As investigações levantam duas hipóteses: a de que o homicídio teria sido encomendado por Fernando Gonçalves dos Santos, o “Azul” ou “Colorido”, liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC) na Baixada Santista; ou a de que Ruy tenha sido vítima de uma emboscada motivada por sua atuação como secretário da Administração de Praia Grande.

Nesta segunda-feira (29), o subsecretário de Gestão de Tecnologia da Prefeitura de Praia Grande, Sandro Rogério Pardini, foi alvo de mandado de busca e apreensão. Policiais recolheram celulares, computadores, pendrives, três pistolas e cerca de R$ 50 mil, além de valores em dólares e euros. Outros oito endereços em Santos, Praia Grande e São Vicente também foram vasculhados.