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Criança de 9 anos esfaqueia e mata a mãe
Mulher de 37 anos foi socorrida em unidade de saúde, mas não resistiu; criança está sob responsabilidade do Conselho Tutelar
30/09/2025 12h47
Por: Natália Raquel
Foto: Secretária Segurança Pública (SSP)

A comerciante Caline Arruda dos Santos, de 37 anos, foi morta com uma facada pelo filho de 9 anos, na noite de quinta-feira (25), em Parelheiros, extremo sul de São Paulo. Segundo relatos de testemunhas, após ser ferida, a vítima pediu ao menino um último abraço, afirmando que não sobreviveria.

De acordo com a Polícia Civil, o crime ocorreu depois que Caline repreendeu o filho por brincar na rua em frente ao comércio da família. Mais tarde, ao buscar o menino na casa do padrasto, teria ameaçado avisar um parente sobre o comportamento “respondão” do garoto.

Nesse momento, o menino teria ido até a cozinha, onde pegou uma faca e a escondeu sob a manga da camiseta. Já na porta da residência, em frente ao irmão mais velho, de 19 anos, desferiu um único golpe no abdômen da mãe.

Ferida e sangrando, Caline ainda conseguiu caminhar até a rua. Um vizinho relatou que ela disse: “Venha aqui me dar um último abraço, porque não irei sobreviver”. A comerciante foi levada ao Pronto-Socorro Balneário São José e transferida para o Hospital de Parelheiros, mas já chegou sem vida.

Responsabilidade do menor

Por ter menos de 12 anos, o garoto não pode responder criminalmente nem receber medidas socioeducativas. Conforme o artigo 101 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), ele foi entregue a familiares, ficando sob os cuidados de uma prima da vítima, Maria Amália Jesus de Oliveira. Em entrevista, Maria Amália disse que o menino ainda não compreende totalmente o que ocorreu.

“Ele tá por dentro de que a mãe dele morreu, depois que outro menino falou isso para ele. Mas a ficha não caiu”, afirmou.

Investigação

O caso foi registrado como ato infracional análogo ao crime de homicídio no 101º Distrito Policial (Jardim dos Imbuias). A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que exames periciais foram solicitados.

A Polícia Civil apura as circunstâncias da tragédia e deve ouvir familiares e testemunhas para esclarecer os antecedentes de comportamento agressivo do menino, já apontados em relatos anteriores.