A Justiça de São Paulo alterou a acusação contra o influenciador Samuel Sant’anna, conhecido como Gato Preto, de lesão corporal para tentativa de homicídio, mediante dolo eventual, na condução de veículo automotor. A decisão é de terça-feira (30) e atende ao pedido do Ministério Público do estado.
O incidente aconteceu em 20 de agosto, quando Gato Preto provocou um acidente ao avançar o sinal vermelho na Avenida Faria Lima, na Zona Oeste de São Paulo, conduzindo uma Porsche em alta velocidade. Um laudo toxicológico do Instituto Médico Legal (IML) apontou a presença de álcool, MDMA (ecstasy) e maconha em seu organismo.
Câmeras de segurança registraram o momento em que o veículo de luxo atingiu um Hyundai HB20 na Rua Elvira Ferraz e colidiu contra um poste de semáforo. No HB20 estava o filho do motorista, que bateu a cabeça no airbag, fraturou o maxilar e precisou ser levado ao Hospital Alvorada, em Moema. No Porsche estava a influenciadora Bia Miranda, namorada de Gato Preto.
A promotora Ana Paola Ferrari Ambra afirmou que o influenciador assumiu o risco de matar ao dirigir em alta velocidade sob efeito de álcool e drogas.