O Brasil chegou a 29 casos suspeitos de intoxicação por metanol até esta quarta-feira (1º/10), informou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O total, registrado nos últimos dois meses, já equivale à média anual e apresenta tendência de crescimento. Apenas na noite de terça-feira (30/9), duas mortes suspeitas foram notificadas em Pernambuco.
Em São Paulo, a situação também preocupa. Nas últimas semanas, foram registrados casos relacionados a bebidas adulteradas, resultando em cinco mortes. Desde junho, seis intoxicações foram confirmadas, incluindo óbitos na capital paulista e em São Bernardo do Campo.
Outros 10 casos seguem em investigação, com suspeita de álcool adulterado. Uma terceira vítima em Pernambuco sobreviveu, mas perdeu a visão nos dois olhos.
O governo federal anunciou um plano de ação para frear a crise, que inclui notificação aos Procons estaduais e fiscalização de estabelecimentos suspeitos. O ministro ainda alertou e pediu que a população fique atenta ao consumo de destilados "Eu sugiro, de fato, que as pessoas evitem, nesse momento, ingerir bebidas destiladas sem terem absoluta certeza da origem dela". A Polícia Federal abriu inquérito próprio para apurar os casos, sem descartar ligação com o crime organizado.