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Jovem de 27 anos morre com apenas 16 quilos
Karolina Krzyzak, de 27 anos, viajou para a Indonésia em busca de comunidade vegana; jovem sofria de anorexia desde a adolescência e recusava tratamento
03/10/2025 10h14
Por: Natália Raquel
Karolina Krzyzak. Foto: Reprodução/Instagram

Uma jovem polonesa de 27 anos morreu em Bali, na Indonésia, vítima de desnutrição severa. Karolina Krzyzak, ex-aluna da Universidade de Leeds, no Reino Unido, adotava há anos uma dieta baseada apenas em frutas cruas. Quando foi encontrada em seu quarto de hotel, pesava apenas 16 quilos.

A estudante havia viajado para a ilha em setembro com o objetivo de conhecer pessoas que seguiam o estilo de vida vegano e frugívoro. Hospedada em um resort, chamou atenção da equipe pela fragilidade física. Funcionários relataram que, em algumas ocasiões, precisaram ajudá-la a se locomover até o quarto.

Segundo relatos, Karolina apresentava sinais visíveis de deficiência nutricional, como unhas amareladas, dentes deteriorados e dificuldade para andar. Hóspedes e familiares insistiram para que ela buscasse atendimento médico, mas a jovem acreditava que sua alimentação era saudável e se recusava a mudar.

Dias após o check-in, amigos que não tinham notícias da estudante enviaram mensagens ao hotel. Funcionários foram ao quarto e encontraram o corpo. A morte foi confirmada pela polícia local.

Karolina sofria de anorexia desde a adolescência e, com o tempo, aderiu a dietas cada vez mais restritivas. Nas redes sociais, publicava fotos de refeições à base de frutas e mensagens sobre espiritualidade. Em 2019, seguidores chegaram a alertá-la sobre o estado de saúde.

 
 
 
 
 
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A dieta frugívora, também chamada de frutariana, consiste em frutas cruas, pequenas quantidades de nozes, sementes e algumas hortaliças. É uma vertente do veganismo que exclui alimentos de origem animal e também os cozidos. Médicos alertam que a prática, sem acompanhamento adequado, pode levar à carência de nutrientes essenciais.

Profissionais de saúde têm demonstrado preocupação com a valorização recente da magreza extrema em redes sociais e entre influenciadores. Especialistas ressaltam que a busca por corpos muito magros pode estimular distúrbios alimentares graves, como anorexia e bulimia.