Notícias Polêmicas
Juíza que mandou prender Deolane e Gusttavo Lima em operação policial, já foi despejada de apartamento de luxo após não quitar débito milionário
Caso aconteceu em dezembro de 2022, mas voltou a circular na internet
31/10/2024 18h32
Por: Karine - Redação
Reprodução/Instagram

 A juíza Andréa Calado Cruz, que ficou conhecida por mandar prender a influenciadora Deolane Bezerra e o cantor Gusttavo Lima, investigados por envolvimento com a lavagem de bilhões de reais provenientes de jogos ilegais, foi condenada a pagar uma dívida por ocupar um imóvel de luxo, de forma irregular, em Recife (PE). Ela precisou ser retirada à força do imóvel, com apoio policial, em dezembro de 2022. As informações à seguir são do portal Metropóles.

Segundo informações do portal Metrópoles, que entrou em contato com o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), a magistrada não quitou um débito de quase R$262 mil, vencido no último dia 25. Por causa disso, ela ainda corre o risco de ter seus bens penhorados.

Recentemente, a juíza recentemente mandou bloquear os bens e decretou as prisões de Deolane e Gusttavo Lima, além de mais 20 investigados pela Operação Integration. A influenciadora e o cantor negam envolvimento nos crimes.

Entenda o caso da juíza

Andréa Calado Cruz financiou um apartamento, em uma área nobre da capital pernambucana, avaliado em R$1,1 milhão. Porém, segundo a decisão judicial que a tornou ré, a juíza deixou de cumprir um acordo com o banco, de R$300 mil de entrada, e no pagamento de R$800 mil, em parcelas.

Diante da inadimplência da magistrada, o imóvel foi arrematado por novos donos, por quase R$1 milhão, no fim de 2021. A juíza, porém, se negou a sair do apartamento e morou no imóvel até ser despejada, em 7 de dezembro de 2022.

Andreia foi condenada dois meses antes disso e o processo, atualmente, está em fase de cumprimento de sentença, por não caberem mais recursos.

Sem fechadura e privada

A juíza foi retirada do apartamento, à força, com a presença de policiais. Imagens anexadas ao processo mostram que Andréia entregou o apartamento aos novos proprietários com danos e, inclusive, ausência de fechadura e de vaso sanitário.

Foi dado como prazo final o dia 25 de outubro para a magistrada quitar a dívida de R$262 mil com os novos proprietários do apartamento. O valor resulta da soma de R$8,6 mil por cada mês em que ela ficou irregularmente no imóvel, acrescidos a isso R$17,8 mil pelos gastos assumidos pelos novos proprietários, como pagamento de contas. Ela ainda usou a pandemia da Covid-19 como justificativa para não pagar as parcelas, acrescentando que tentou fazer um acordo por telefone, sem sucesso.