O chefe de Estado americano, Donald Trump, reiterou nesta sexta-feira (3) o prazo final para o Hamas e definiu até as 18h de domingo (5) o limite para que a organização extremista dê um parecer sobre a iniciativa de trégua apresentada por Washington com o objetivo de pôr fim ao conflito na Faixa de Gaza. Conforme o líder, a rejeição em acatar o pacto desencadeará uma investida nunca antes vista.
A facção declarou nesta sexta que ainda necessita de mais tempo para estudar as condições propostas. “Estamos em contato com os mediadores e com as partes árabes e islâmicas, e levamos muito a sério a possibilidade de alcançar um acordo”, afirmou Mohamad Nazal, membro do conselho político do Hamas. Ele complementou: “Em breve, anunciaremos nossa posição”.
Na terça-feira (30/9), Trump havia concedido “três a quatro dias” para o Hamas aceitar o arranjo. Entre os elementos contemplados, incluem-se um armistício imediato, a libertação dos cativos israelenses em até 72 horas, o desmantelamento militar da milícia e a retirada progressiva das forças de defesa de Israel da área. O texto prevê também a constituição de um governo pós-guerra em Gaza, sem a participação do Hamas ou da Autoridade Nacional Palestina.
Um indivíduo da direção do grupo, ouvido pela AFP sob condição de anonimato, informou que as deliberações internas prosseguem e que é preciso um tempo adicional para finalizar a avaliação. O ministro das Relações Exteriores brasileiro, Mauro Vieira, ressaltou na quarta-feira (1º/10) que o Brasil “aplaude a proposta” de Washington.
Apesar do endosso internacional, persistem incertezas quanto ao calendário para a retirada das tropas israelenses e o modo como seria efetuado o desarmamento da organização, pontos que o Hamas considera cruciais para decidir sua resposta.