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Hungria tem alta e metanol é descartado, mas 209 casos seguem em investigação
Apesar do resultado negativo para o rapper, sua internação expôs a adulteração de bebidas: 209 ocorrências em análise no país.
06/10/2025 15h17 Atualizada há 11 meses
Por: Redação
Alexandre Padilha(Ministro da Saúde) Foto: José Cruz/Agência Brasil * Metanol - Reprodução: diariodocentrodomundo * Hungria (Reprodução/Instagram)

O rapper Hungria Hip Hop recebeu alta hospitalar no domingo (5) após quatro dias internado em Brasília com suspeita de intoxicação por metanol, uma substância altamente tóxica. O cantor, cujo nome real é Gustavo da Hungria Neves, deixou o Hospital DF Star com "excelente evolução clínica" e agradeceu o apoio nas redes sociais.

No entanto, a sua internação e os sintomas de turvação visual e náuseas que apresentou serviram como um alerta nacional, coincidindo com um aumento expressivo no número de casos suspeitos e confirmados de metanol em bebidas alcoólicas adulteradas em todo o país.

Intoxicação por metanol descartada para o Cantor, mas alerta permanece

Apesar do tratamento intensivo, que incluiu sessões de hemodiálise, exames finais realizados no rapper descartaram a presença de metanol e seus derivados (como o ácido fórmico) em seu sangue, conforme informou o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta segunda-feira (6). A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) também não detectou a substância nas amostras de bebidas recolhidas que Hungria ingeriu em Brasília.

Mesmo com o diagnóstico negativo para o rapper, o caso jogou luz sobre a grave crise da adulteração de bebidas:

O Ministério da Saúde reforça o alerta à população para que só consuma bebidas alcoólicas de origem fiscalizada, que possuam selo fiscal e nota fiscal. A ingestão de metanol, mesmo em pequenas quantidades, pode causar sequelas graves, como cegueira permanente, falência múltipla de órgãos e até a morte.