O rapper Hungria Hip Hop recebeu alta hospitalar no domingo (5) após quatro dias internado em Brasília com suspeita de intoxicação por metanol, uma substância altamente tóxica. O cantor, cujo nome real é Gustavo da Hungria Neves, deixou o Hospital DF Star com "excelente evolução clínica" e agradeceu o apoio nas redes sociais.
No entanto, a sua internação e os sintomas de turvação visual e náuseas que apresentou serviram como um alerta nacional, coincidindo com um aumento expressivo no número de casos suspeitos e confirmados de metanol em bebidas alcoólicas adulteradas em todo o país.
Apesar do tratamento intensivo, que incluiu sessões de hemodiálise, exames finais realizados no rapper descartaram a presença de metanol e seus derivados (como o ácido fórmico) em seu sangue, conforme informou o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta segunda-feira (6). A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) também não detectou a substância nas amostras de bebidas recolhidas que Hungria ingeriu em Brasília.
Mesmo com o diagnóstico negativo para o rapper, o caso jogou luz sobre a grave crise da adulteração de bebidas:
Aumento de Casos: O Ministério da Saúde confirmou que o número de notificações de suspeita de intoxicação por metanol subiu para 225 em todo o Brasil (dado mais recente de domingo, 5).
Distribuição: Deste total, 16 casos estão confirmados e 209 seguem em investigação. Os casos estão distribuídos em 13 estados, com maior concentração em São Paulo.
Vítimas Fatais: Há 15 mortes notificadas, sendo duas confirmadas em São Paulo e 13 ainda em análise.
O Ministério da Saúde reforça o alerta à população para que só consuma bebidas alcoólicas de origem fiscalizada, que possuam selo fiscal e nota fiscal. A ingestão de metanol, mesmo em pequenas quantidades, pode causar sequelas graves, como cegueira permanente, falência múltipla de órgãos e até a morte.