Notícias O MISTÉRIO VOLTOU!
“Quem matou Odete Roitman?” Mistério e nostalgia cercam nova versão de Vale Tudo
Débora Bloch dá nova vida à vilã mais temida da TV brasileira em um remake que mistura nostalgia, mistério e debate sobre os novos rumos da teledramaturgia.
07/10/2025 10h47 Atualizada há 11 meses
Por: Natália Raquel
Cena da morte de Odete. Foto: Reprodução/TV GLOBO

A pergunta que parou o Brasil em 1988 voltou a ecoar em 2025: quem matou Odete Roitman? A nova versão de Vale Tudo, escrita por Manuela Dias, reacende o mistério que marcou gerações, mas traz uma leitura mais moderna  e polêmica  sobre a icônica vilã da TV brasileira. Na noite de segunda-feira (6), Odete Roitman, agora interpretada por Débora Bloch, foi assassinada com um tiro no luxuoso quarto de hotel onde morava, com vista para a Praia de Copacabana. O autor do crime permanece desconhecido e só será revelado no último capítulo.

🚨 ODETE ROITMAN LEVOU UM TIRO! 🚨

Quem MATOU ela??? 😱 #ValeTudo pic.twitter.com/fjdjn9yj2L

— TV Globo 📺 (@tvglobo) October 7, 2025

 

Uma vilã remodelada

No remake, Odete continua sendo uma mulher poderosa e elitista, mas ganha traços mais humanos e ambíguos. Viúva e cercada por interesses, ela se mostra menos cruel e mais vulnerável, sem perder o charme da ironia que consagrou a personagem. Interpretada com maestria por Débora Bloch, a nova Odete Roitman surge como uma vilã de outro tempo refinada na aparência, cortante nas palavras e irresistivelmente humana. Em cena, ela mistura charme e crueldade na medida exata, exibindo uma ironia sutil que conquista o público mesmo nos momentos mais impiedosos.

Com essa nova roupagem, Odete mantém o magnetismo da figura original, mas agora carrega camadas de contradição e vulnerabilidade que a tornam ainda mais intrigante. Seu desfecho repentino incendiou as redes sociais e trouxe de volta o velho ritual coletivo das novelas: debates acalorados, teorias improváveis e uma avalanche de memes  a prova de que a boa teledramaturgia continua viva no imaginário popular.

Odete Roitman parece Itaperunense quando volta pra Itaperuna: pic.twitter.com/GcJzNd1Cfa

— ITAPÊ MEMES • memes de Itaperuna (@ITAPEMEMES) April 30, 2025

 

Desta vez, a personagem mantém relacionamentos com homens mais jovens, entre eles César Ribeiro (Cauã Reymond), um dos principais suspeitos de seu assassinato. Casado com Odete e envolvido com o parceiro Olavinho, César passa a ser visto como alguém com motivos financeiros e emocionais para o crime.

A lista de suspeitos inclui ainda Marco Aurélio (Alexandre Nero), Maria de Fátima (Bella Campos), Celina (Malu Galli) e Heleninha (Paolla Oliveira).

Reviravolta inesperada

Nos capítulos mais recentes, Manuela Dias surpreendeu o público ao transformar Odete em uma assassina em série, capaz de eliminar rivais e mandar matar quem a contrariasse. A virada dividiu opiniões: alguns fãs elogiaram a ousadia, enquanto outros criticaram a descaracterização da figura clássica criada por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères.

Na versão original, Odete era símbolo do poder e da hipocrisia da elite brasileira, mas nunca uma criminosa direta. Seu assassinato foi um acidente, resultado do ciúme e da confusão de Leila, interpretada por Cássia Kis, que acreditava estar atirando em outra pessoa.

 

Um clássico revisitado

Quase quatro décadas depois, o mistério volta a provocar debates, teorias e nostalgia. Mas a grande questão vai além de descobrir quem matou Odete Roitman  é entender por que insistimos em reviver o que já era perfeito.

A versão de 1988, estrelada por Beatriz Segall, segue como um marco inigualável da TV brasileira. Já a releitura de 2025 busca dialogar com um público diferente, em tempos de redes sociais e discussões instantâneas.

Se o remake conseguirá repetir o fenômeno, ainda é cedo para saber. O que é certo é que a morte de Odete Roitman continua sendo o crime mais famoso da teledramaturgia nacional e, mais uma vez, o Brasil quer descobrir quem puxou o gatilho.