A assessoria do rapper Hungria afirmou, nesta terça-feira (7), que os exames do cantor detectaram a presença de metanol no sangue, em um nível que confirma a exposição à substância tóxica. O artista, que recebeu alta no domingo (5) após ser submetido a tratamento no Hospital DF Star, em Brasília, havia ficado quatro dias internado sob suspeita de intoxicação após ingestão de bebida alcoólica adulterada.
"O cantor Hungria apresentou quadro compatível com intoxicação por álcool tóxico (metanol), após ingestão de bebida alcoólica possivelmente adulterada. De acordo com exames laboratoriais realizados pelo Laboratório Richet, da Rede D’Or, cujo resultado foi liberado em 06 de outubro, foi detectada a presença de metanol no sangue (0,54 mg/dL), acima do limite de referência (até 0,25 mg/dL). O resultado confirma a exposição à substância, e a equipe médica aguarda os exames de contraprova. O artista recebeu tratamento conforme protocolo médico para intoxicação por metanol, incluindo o uso de antídoto e hemodiálise precoce, medidas fundamentais para sua excelente evolução clínica. Atualmente, Hungria está em boa recuperação e retomando sua agenda de shows, permanecendo em acompanhamento médico sob os cuidados do Dr. Leandro Machado. A assessoria de imprensa do artista permanece à disposição para esclarecimentos e dúvidas adicionais." diz a nota da assessoria.
Apesar da detecção, o artista recebeu alta hospitalar no domingo (5) e está em boa recuperação, retomando progressivamente sua agenda de shows, mas permanecendo em acompanhamento médico sob os cuidados.
A confirmação de intoxicação por metanol no sangue do rapper Hungria gerou uma controvérsia com o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, após ele ter descartado publicamente a presença da substância no organismo do artista na segunda-feira (6) o posicionamento oficial do Ministério criou conflito de informações em um momento em que o Brasil monitora um surto nacional, contabilizando 17 casos confirmados e 217 notificações de consumo de bebidas adulteradas.