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Tarcísio pede desculpas por piada com Coca-Cola em meio à crise do metanol em São Paulo
Governador reconheceu erro após comentário feito durante coletiva sobre mortes e intoxicações por bebidas adulteradas; São Paulo tem 18 casos confirmados e 10 mortes sob investigação.
08/10/2025 10h59
Por: Natália Raquel
Governador de São Paulo Tarcísio de Freitas. Foto: Reprodução/Vinicius Rosa/Governo do Estado de SP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), divulgou nesta terça-feira (7) um vídeo nas redes sociais pedindo desculpas pela brincadeira sobre a Coca-Cola feita durante uma coletiva de imprensa sobre os casos de intoxicação por metanol no Estado.

Durante o encontro, Tarcísio afirmou que “só iria se preocupar com o assunto no dia em que começassem a adulterar Coca-Cola”. A fala ocorreu após reunião com representantes do setor de bebidas e gerou forte repercussão negativa.

No vídeo de retratação, o governador admitiu que a piada foi inadequada diante da gravidade do tema. “Errei. Foi uma brincadeira para descontrair, mas que não cabia naquele momento. Peço perdão às famílias que perderam entes queridos, aos comerciantes prejudicados e à população que espera uma resposta firme do Estado”, afirmou.

Tarcísio disse ainda que o episódio servirá de lição. “O arrependimento não apaga o passado, mas ensina. Vamos continuar dando o nosso melhor”, completou.

O Estado de São Paulo concentra a maior parte dos casos de intoxicação por metanol registrados no país. Até esta terça, 18 casos foram confirmados e 10 mortes estão sob apuração. Outros 158 casos permanecem em investigação, segundo boletim da Secretaria da Saúde.

A Polícia Civil trabalha com duas hipóteses principais: o uso do metanol para aumentar o volume de bebidas falsificadas ou sua utilização na higienização de garrafas reaproveitadas. A perícia confirmou a presença da substância em bebidas de duas distribuidoras.

O governador informou que vai pedir à Justiça a destruição de garrafas, rótulos e lacres apreendidos nas operações de fiscalização, que já retiraram mais de 7 mil unidades suspeitas do mercado.