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Governo Lula atinge empate histórico em aprovação e reprovação, Revela Quaest
49% desaprovam a gestão, enquanto 48% aprovam; diferença está dentro da margem de erro
08/10/2025 13h06
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Reprodução: Agência Brasil

A aceitação e a rejeição à administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva retornaram a um nível de equivalência, segundo o levantamento da Quaest divulgado na manhã desta quarta-feira (08). A pesquisa aponta que 49% dos cidadãos desaprovam a condução do país, enquanto 48% a endossam. Essa pequena diferença encontra-se dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

É a primeira ocasião, desde janeiro deste ano, em que ambos os indicadores se igualam. Na transição de 2024 para 2025, 49% reprovavam a gestão e 47% a aprovavam. A última vez que o índice de apoio superou o de descontentamento foi em dezembro do ano anterior, quando os percentuais eram de 52% e 47%, respectivamente.

No intervalo entre fevereiro e setembro, a desaprovação permaneceu em um patamar mais elevado. O maior fosso foi registrado em maio, com uma distância de 17 pontos: 57% não aprovavam o governo, enquanto 40% o aprovavam.

Resultados Globais da Sondagem

O estudo encomendado pela Genial Investimentos e executado pela Quaest entre os dias 2 e 5 de outubro, com 2.004 entrevistados de 16 anos ou mais, apresentou as seguintes variações em relação ao período anterior:

  • Aprova: 48% (aumento de 46% em setembro)

  • Desaprova: 49% (queda de 51%)

  • Não souberam ou não responderam: 3% (estável)

O nível de confiança da amostragem é de 95%.

Segmentos-Chave: Mulheres, Católicos e Renda

O levantamento indica modificações em certas categorias demográficas. Entre as mulheres, o suporte voltou a ultrapassar a insatisfação: 52% a favor contra 45% em oposição. Na medição anterior, os dois índices estavam empatados em 48%.

No grupo dos católicos, também houve uma recuperação da vantagem para a aprovação. Em setembro, havia um empate técnico; agora, 54% aprovam e 44% desaprovam. A margem de erro para esta fatia é de três pontos percentuais.

No público com renda familiar de cinco salários mínimos ou superior, o estudo mostra equivalência técnica: 52% reprovam e 45% aprovam. Em setembro, este conjunto demonstrava maior insatisfação (60% contra 37%).

Faixa Etária, Educação e Apoio Social

Na faixa etária de 35 a 59 anos, a aceitação e a rejeição inverteram os polos. Em setembro, 51% desaprovavam e 46% aprovavam; atualmente, 51% aprovam e 46% desaprovam. Entre indivíduos com 60 anos ou mais, observa-se empate técnico: 50% aprovam e 46% desaprovam. Em setembro, o apoio era superior (53% contra 45%).

Em relação à escolaridade, a diferença em favor da aprovação aumentou entre pessoas com até o ensino fundamental: 59% a favor contra 37% de descontentamento, um resultado melhor que o de setembro (56% contra 41%). Para os que completaram o ensino médio ou superior, os números se mantiveram estáveis dentro da margem de erro.

Por segmentos de rendimento, os dados revelam estabilidade entre quem recebe até dois salários mínimos e entre aqueles que ganham de dois a cinco salários mínimos. Entre os cidadãos de maior poder aquisitivo, como citado, houve equivalência entre aceitação e rejeição.

Religião e Impacto do Bolsa Família

Entre os católicos, o endosso voltou a ter ascendência, com dez pontos de separação. Já no grupo dos evangélicos, a reprovação segue em destaque: 63% desaprovam o governo e 34% o apoiam.

Entre os beneficiários do programa Bolsa Família, a aceitação atingiu o melhor nível do ano: 67%, com 31% de descontentamento. Em julho, os algarismos indicavam empate técnico. Entre quem não é atendido pelo subsídio, 53% não aprovam a gestão e 44% a aprovam.

Avaliação Qualitativa e Tópicos Específicos

A Quaest também inquiriu sobre a impressão geral da administração. Houve uma oscilação de dois pontos para cima entre os que a consideram positiva e queda de um ponto no índice negativo:

  • Positiva: 33% (eram 31% em setembro)

  • Negativa: 37% (eram 38%)

  • Regular: 27% (eram 28%)

  • Não souberam ou não responderam: 3% (estável)

A pesquisa ainda abordou questões econômicas e a percepção sobre a atuação internacional do presidente:

  • 49% consideram que Lula saiu mais forte após o encontro com Donald Trump na ONU; 27% creem que saiu mais fragilizado.

  • 79% apoiam a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem aufere até R$ 5 mil.

  • Diminuiu a proporção de entrevistados que acreditam que a economia piorou no último período de doze meses.